E excluo certas mensagens
De pessoas que foram embora
Porque assim decidiram outrora
É aqui que eu sinto
E me permito sentir
Enquanto não sair
Desse eterno labirinto
Em qual lugar me enfiei?
Não sei mais para onde irei
Meu blog, meu rastelo
Meu universo, meu castelo
Já fui muito para quem foi pouco
Já fui aquele poeta louco
Noites sem dormir
Vida sem agir
Já sofri
Já sorri
Já me feri, me censurei
Já corri e me encontrei
E na poesia agora me escondo
Em versos intensos, me encontro
Não sei rimar
Não sei remar
Não sei viver
Só sei que não quero morrer
Temo a morte como temo a vida mal vivida
Se um dia já tive vida sem V-I-D-A eu não sei
Só lembro de coisas passageiras e a ferida
Que um dia me deixaram quando amei
Chega de sofrer
E de escrever
Sobre quem não importa
E fechar a porta
Desse coração que só sofreu
Desse sentimento que um belo dia, morreu
Não deixou herança
Não deixou lembrança
Deixou um eterno nada
E uma longa estrada
Que vou, com todas as forças, andar
Quando esse poema acabar.
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