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24 de julho de 2026

Quero ser veterinária

 Começo essa coluna com as minhas expectativas em relação ao meu futuro: quero ser veterinária. Não quando crescer, porque, bem, eu já cresci bastante. O suficiente para tomar as minhas próprias decisões.

 Não foi uma decisão espontânea. Tenho planejado desde o ensino médio, mas me convenceram de que "não dá dinheiro", então resolvi seguir por outro caminho que era pior ainda em termos de emprego, já que não dava muita opção além de fazer pós graduação e ser professor universitário. Não sou ingrata ao que aprendi lá, muita coisa eu uso até hoje!

Só digo que a faculdade e o curso em si, mesmo naquela época, não fizeram sentido algum para mim.

Só adiei meu sonho de cursar Medicina Veterinária por medo de passar por certas coisas novamente.

Agora só preciso planejar como vou estudar para o vestibular, me preparar para enfrentar as Exatas e conseguir me manter financeiramente e emocionalmente. Com a outra faculdade, eu vi que preciso de planejamento inclusive emocional.

Então, me dei esse espaço de presente para me preparar, seja com matérias relevantes que possam me ajudar a passar no vestibular e até matérias importantes para meu preparo emocional.

Espero que seja bem útil e bem aproveitado!  

Soterro

Aqui eu soterro postagens
E excluo certas mensagens
De pessoas que foram embora
Porque assim decidiram outrora

É aqui que eu sinto
E me permito sentir
Enquanto não sair
Desse eterno labirinto

Em qual lugar me enfiei?
Não sei mais para onde irei
Meu blog, meu rastelo
Meu universo, meu castelo

Já fui muito para quem foi pouco
Já fui aquele poeta louco
Noites sem dormir
Vida sem agir

Já sofri
Já sorri
Já me feri, me censurei
Já corri e me encontrei

E na poesia agora me escondo
Em versos intensos, me encontro
Não sei rimar
Não sei remar
Não sei viver
Só sei que não quero morrer

Temo a morte como temo a vida mal vivida
Se um dia já tive vida sem V-I-D-A eu não sei
Só lembro de coisas passageiras e a ferida
Que um dia me deixaram quando amei

Chega de sofrer
E de escrever
Sobre quem não importa
E fechar a porta
Desse coração que só sofreu
Desse sentimento que um belo dia, morreu
Não deixou herança
Não deixou lembrança
Deixou um eterno nada
E uma longa estrada
Que vou, com todas as forças, andar
Quando esse poema acabar.

14 de outubro de 2025

A lenda da "menina de 2018"

 Existiu na UNIFESP Diadema, de 2012 a 2018, uma aluna que, após anos de sua saída, se tornou uma lenda universitária chamada "a menina de 2018".

Diz-se que ela era uma aluna muito tímida, sem colegas legais que a amparassem e sem amigos de nenhum curso. Nunca foi em festas. Nem estudava direito. Só ia da casa para a faculdade e da faculdade para a casa. Quando estava em casa, acessava as redes sociais e ficava ali até a hora de dormir.

Stalkeava todo mundo, sabia de tudo, estava em quase todos os lugares da faculdade, sempre sondando a vida dos outros, pois nunca tinha o que dizer da própria vida.

Os anos foram passando, informações e dp's foram acumulando e a aluna foi chegando bem próxima de um colapso mental em 2015, após se relacionar pela primeira vez com um aluno de outro curso que conheceu em uma página da faculdade e, principalmente, após assumir a si mesma que era bissexual.

Ela se apaixonou por uma aluna de outro curso, chamou-a nas redes sociais, conseguiu conversar com ela nas redes sociais, mas, depois de um tempo, a amada dela a deu o famigerado "ghosting", simplesmente parando de respondê-la sem nenhum motivo aparente. O que a fez ficar ainda mais insegura com a aparência, comportamento e índole.

Isso alimentou a sua raiva pelos colegas da faculdade. Foi em uma saída de campo em 2018 que ela encontrou ainda mais motivos para chegar ao surto psicótico: uma amiga de sua amada esfregou na cara dela o tempo todo que beijou a amiga e que a amiga era apaixonada por ela.

Essa imagem não saiu da cabeça dela. Ficou matutando o tempo todo. Até que ela tentou falar com essa menina e a menina achou que estava sendo maltratada porque a aluna -- a menina de 2018 -- foi rejeitada pela amiga dela. Na verdade, a aluna só queria entender porque levou ghosting. Após esse desentendimento, a aluna se sentiu culpada por ter brigado com a amiga de sua amada e ficou o tempo todo -- mesmo após a saída de campo -- pensando nisso, sem nenhuma folga.

Meses depois, em julho de 2018, o surto veio: a aluna saiu anunciando nas redes sociais sua paixão obsessiva pela amada e que tudo não passava em um experimento da faculdade. Aparentemente, ela acreditava em telepatia e achava que sua banda favorita viria à faculdade em seu encontro para levá-la em tour e que ela passou por um experimento de quase morte, em que morreu e foi ressuscitada para descobrir se existe vida após a morte. Com o suposto experimento, ela "descobriu" que não existe vida após a morte e que a vida tinha que ser vivida agora ou nunca mais haveria vida.

Obviamente em surto, a aluna, após várias publicações confusas e ilusões estranhas, simplesmente desapareceu. Ninguém sabe se trancou o curso, se saiu da universidade, se formou ou se jubilou, ou se foi internada ou morreu.

Apenas se sabe que até hoje ela assombra os alunos tímidos, sem vida social, que só ficam nas redes sociais bisbilhotando os colegas sem nunca viver. Ela aparece do nada nas redes sociais e depois desaparece. Principalmente das pessoas que dão ghosting em quem é apaixonada por elas.

Diz-se que ela ainda ronda o campus, tentando fazer amizade com as pessoas.

Só se sabe que, para se proteger da "menina de 2018", é necessário socializar, ir em festas da faculdade, estudar, diminuir o tempo de tela e JAMAIS andar sozinha, principalmente nos arredores da faculdade. E, principalmente: NUNCA dar ghosting em ninguém ou "a menina de 2018" aparecerá em suas redes sociais e atravessará a tela para aprisioná-lo na mente doente dela -- um verdadeiro inferno.

16 de setembro de 2025

I feel like my system is operating in twenty percent. Or less.

 O álbum Breach da banda twenty one pilots (venha ouvir AQUI) lançado no dia 12 de setembro de 2025, me fez pensar em tantas coisas... entre elas este post. Bem, eu sei que tenho a autoestima baixíssima, mas acumular postagens de tempos remotos da minha vida só tornava essa autoestima mais baixa e até destrutiva para mim mesma.

Tantas histórias acumuladas, tanto lixo emocional...tanta coisa completamente desnecessária que eu ficava sobrecarregada e me perguntava se valia a pena mesmo manter esse blog vivo!

Muita coisa mudou em mim. Não sou mais aquela menina assustada com medo do mundo, com medo de viver. Agora me sinto uma mulher ainda em processo de amadurecimento, mas uma mulher, talvez uma fera, uma leoa, devoradora dos meus medos e dona de mim. Como se meus sonhos coubessem sim dentro das minhas ações e fosse só necessário alguns passos para chegar até eles, passos lentos, mas possíveis.

Não tenho medo do futuro: de robôs à volta dos mortos. Tenho medo de não conseguir realizar meus sonhos por medo do que os outros vão dizer ou pensar.

Talvez eu não tenha nascido para as Exatas, mas há muitas Humanas por aí... há muita vida ainda por aí e muitos posts como este aqui no forno, aguardando seu momento de serem escritos e colocados no mundo.

Não sei até quando essa nova fase vai durar. Só sei que jamais vou ME abandonar. Estarei sempre ao meu lado nos dias bons e ruins, não por falta de escolha, muito pelo contrário, eu já ME abandonei vezes demais para enxergar que essa tal de vida é minha escolha SIM.

Pode não fazer sentido hoje este post, mas um dia irá. E neste dia estarei com um sorriso no rosto, muito Breach nos ouvidos (até enjoada de tanto ouvir) e muitos sonhos realizados. Sorriso leve, brincalhão e feição plena de que cheguei lá, alcancei o amontoado de sonhos que estavam guardados na minha caixa mental de sonhos abandonados.

Só espero que a minha companhia para mim mesma perdure. Sem positividade tóxica, sem amizades falsas, sem falsidade. Que eu vença todas as minhas dores passadas e esqueça todo o conteúdo que um dia me fez muito mal.

Que eu esqueça...VOCÊ.

25 de janeiro de 2025

Ser - por Dona Azia


Sentimento que só existe dentro de mim, corrói, destroi, um veneno que causa muita angústia,;
Dói, dói, dói muito. Como pode alguém sentir tanta dor assim ?
Vejo as pessoas felizes, contentes na maioria das vezes com pequenas conquistas, felizes essa alegria alheia me causa dor, muita dor, dói no corpo e na alma
Dói, dói, dói muito. Como pode alguém sentir tanta dor assim ?
Você me perguntará: que sentimento é esse ? Que dor é essa ? Tem cura ?
Direi não tem, ninguém poderá me ajudar. Esse é o sentimento da inveja, só meu, as pessoa felizes não podem compartilhar comigo esse sentimento único e meu.
Dói, dói, dói muito. Como pode alguém sentir tanta dor assim ?

13 de janeiro de 2025

"Entre Sombras e Reflexos", uma resenha do livro Necrotério das Tesouras gerada pela IA Luzia

Estive conversando com a IA Luzia sobre meu livro Necrotério das Tesouras e pedi para ela fazer uma resenha. Achei muito bem feita. Então pedi permissão para postar aqui e ela deixou.

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 Entre Sombras e Reflexos

"Necrotério das Tesouras" é uma narrativa psicológica fascinante que mergulha nas profundezas da mente de Natasha, uma jovem que, após um acidente, se vê presa em uma luta interna com sua identidade e suas ações. A história é contada sob a forma de um diário íntimo, permitindo que os leitores acompanhem suas reflexões, medos e a confusão que permeia sua vida.

Natasha não apenas enfrenta o trauma de seu passado, mas também descobre um lado sombrio de si mesma que emerge enquanto dorme. Sem saber, ela se torna uma serial killer, criando cenários imaginários que refletem suas lutas internas e os horrores que a cercam. O fato de ela ser parte de uma banda alimenta seu ego inflado, atraindo admiradores e criando uma dinâmica onde a idolatria se mistura com o medo. Essa fama e a adulação que recebe dos fãs adicionam uma camada complexa à sua psicologia, tornando suas ações ainda mais intrigantes.

A introdução de Luís e Marcel, gêmeos psicopatas que se confundem sobre quem deve acabar com a vida de Natasha, traz uma tensão adicional à narrativa. Os amigos dela desempenham um papel crucial ao encobrir seus crimes, levantando questões sobre lealdade e moralidade. A dinâmica familiar também é explorada, revelando o impacto das ações de Natasha sobre aqueles que a amam e as expectativas que pesam sobre seus ombros.

A escrita é rica em detalhes e atmosfera, capturando a angústia e o desespero da protagonista. Os cenários sombrios criados por Natasha são tão vívidos quanto perturbadores, levando o leitor a questionar o que é real e o que é fruto da mente atormentada dela.

"Necrotério das Tesouras" é uma exploração poderosa da psicologia humana, do amor e do medo. Com reviravoltas inesperadas e uma construção de personagem profunda, este livro mantém os leitores na ponta dos pés até a última página. Uma leitura obrigatória para aqueles que apreciam histórias complexas que desafiam as fronteiras entre o bem e o mal.


17 de agosto de 2024

Final Fantasy XV: New Empire

"Você tem que no mínimo aprender a se defender", foi o que eu disse quando jogava Final Fantasy XV: New Empire. Era um jogo de guerra, em que até dava para jogar pacificamente, sem atacar os impérios, mas algum império maior sempre estaria ali para te atacar, seja para ficar com seus recursos ou para aumentar seu poder de alguma forma, participando de algum concurso.E, lógico, no início dá uma certa raiva porque tinha que reconstruir o império, recuperar os recursos, e isso levava tempo (a não ser que se tenha dinheiro e se possa comprar pacotes para agilizar o processo, ai é outra história, você sofre menos, mas se for pobre que nem eu, tem que reconstruir do zero).
Nunca pensei que algum dia na vida eu ia ficar com isso na cabeça e ia aplicar à vida pessoal, mas, enfim, o dia chegou. Coisas da vida. 
Enfim, joguem Final Fantasy XV: New Empire. É muito melhor que LOL - não percam seu tempo com LOL - porque não importa o nível que você está, quando você acha uma boa guilda, as pessoas te ajudam no que você precisar, respondem suas dúvidas civilizadamente e te ajudam a crescer no jogo.
O problema é só quando você acha uma guilda em que as pessoas levam o jogo a sério demais, e esquecem que existe uma coisa chamada "vida lá fora", a qual você costuma ter, mesmo que não queira, e não querem saber o que aconteceu com você, eles te tiram da guilda e ainda atacam. Mas, é isso, há boas guildas, só procurar que você acha.
As reclamações que tive foram sobre os gráficos, mas para bom jogador, meio gráfico basta. Nada disso tira a excelência do jogo. 



16 de agosto de 2024

Hero Wars: as batalhas dos herois

Hero Wars é um jogo de celular muito simples de jogar, só seguir as indicações, não tem nenhum segredo.




No jogo, você começa com um herói e vai desbloqueando os outros conforme aumenta o level. E cada heroi tem seus poderes. Quanto mais avançado no jogo, mais herois e mais poderes, e claro, mais coisas a fazer no game. 




Além dos herois, são abertas novas fases, novos impérios e cidadelas, com vilões e obstáculos mais fortes e uma necessidade de agir cada vez mais rápida., com uma necessidade de resposta rápida, ou os herois são eliminados pelos vilões e tem que esperar um tempo até o heroi ressuscitar.
E sempre tem um heroi que precisa ser resgatado, por exemplo, uma princesa que depois de resgatada faz parte do time de herois.



Enfim, o que tenho a dizer sobre o jogo é que é muito simples, muito fácil de jogar e bem relaxante - ou não, já que tem uma série de obstáculos cada vez mais rápidos. A pessoa ocupa tanto a cabeça com esse jogo que esquece completamente os problemas - por as pessoas digo eu, mas pode ser para qualquer pessoa também.

15 de agosto de 2024

"You are the only one who can release me"

 Antes do texto começar, ouça a música HOURGLASS da banda BOYS LIKE GIRLS!

Nem sempre é sobre amor, mas sobre as coisas que deixamos pelo caminho. Por exemplo, deixei para trás uma pessoa muito especial para mim: eu mesma. Sinto falta de quando eu escrevia apenas terror e não tinha medo do que iam pensar de mim. Agora vejo que estou me preocupando demais com a mensagem que quero passar com a minha escrita e do quão impactante isso pode ser na vida de alguém.

Agora quero que as mensagens sejam positivas e que façam as pessoas crescerem.

E se crescer não for algo tão bom assim?

Eu me perdi. Bom, pelo menos não me vendi às marcas e grandes corporações em troca de dinheiro. Parte de mim ainda está aqui.

Sinto que só quem eu era há anos atrás poderia me salvar de mim mesma e me curar.

Tenho me perdido em pensamentos e afazeres. Tenho me perdido no que construí como "Idiota Melodramática". Sinto saudades do que costumava ser o "Necrotério das Tesouras". O que eu construí sendo uma personalidade indestrutível e destemida.

Esse momento foi embora quando eu me destruí. Sobraram apenas alguns cacos de espelho refletindo apenas parte de mim.

A parte inteira se foi. Não sou mais completa, nem inteira. Fui quebrada. Fui rendida.

O que será que vem daqui em diante?

Será que finalmente chegarei ao status de crescer e chegar à maturidade que a minha idade propõe?

Serei eu para sempre uma adolescente perdida no tempo?

Quanto tempo mais esses pequenos reflexos me roubarão?

Quanto tempo eu ainda tenho para ser a Idiota Melodramática?

Será que tudo tem mesmo um fim?

Somente "eu mesma" do passado pode me salvar de mim mesma, mas a que custo?

20 de março de 2024

Passarinho azul

 Adeus, passarinho, adeus

Não me canso de escrever cartas

Despedidas para cá

E para lá

Como o balanço de um navio

E canções de amigo

Adeus, passarinho, adeus

Como era bom usar palavras minhas em espaços seus!

E como a nostalgia vai me consumir...

Vai arder como chamas em árvores secas

E, assim, sem contato contigo, passarinho, eu também secarei

Se for pelo meu bem, meu amigo, será necessário

Foi-se um ano, um bem caótico

Mas, ei! Olhe o relógio!

É hora de ir, passarinho, tal qual o coelho de Alice:

Apressada, sem rumo e sem destino.

Adeus, passarinho, adeus.