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30 de março de 2015

Argentina II

Sempre de branco, sorriso no rosto e a típica touca com as cores da Argentina. Seu negro cabelo a esconder seus olhos castanhos. Ali estava ele. Como era de se esperar.
Atento, celular na mão, a assistir as novidades sobre os times argentinos nos principais jornais internacionais. Contraposta, estava ela, com uma típica regata vermelha bem colada,a qual lembrava um maiô e sua típica revista sobre natação em mãos, totalmente absorta na leitura.
Haviam ficado meses assim, um contraposto ao outro, mas sem conversar. Desta vez, um sorriu para o outro e se deram as mãos. Haviam voltado. Aquele era um exemplo de verdadeiro amor. Um que podia ser sentido pelas pessoas ao redor.
Pararam por alguns instantes e começaram a conversar sobre o que estavam fazendo. Argentina exibiu um sorriso mais exuberante do que nos últimos meses. Ella também.


*Essa história não para de crescer na minha mente. SOCORRO.

21 de março de 2015

Argentina

Escondido no passado estava ele. Voltou não se sabe se para atormentá-la ou ser o amigo que juraram que seriam assim que sua relação terminara. 
Junto ao desconhecimento de suas intenções, o fantasma do que um dia foi um sentimento, mas que agora, era apenas um desejo carnal, e não mais do que isso.
Caso ela não estivesse insatisfeita o suficiente, recebeu a notícia daquele que mais recentemente lhe partira o coração: o arrependimento e o ainda existente sentimento. Naquele exato momento, esquecera os últimos acontecimentos, e lembrou de quando o conheceu.
Ele era um genuíno stalker: deixava isso bem claro, pois imitava todas as fotos dela, como forma de chamar a atenção. Nessa brincadeira, resolveram se conhecer melhor. Ele ganhou um apelido, devido à touca que sempre usava, no frio ou no calor. A touca com a bandeira da Argentina. Foi assim que todos esqueceram o nome dele e começaram a chamá-lo de Argentina.
A indecisão voltara. Sentia-se como se coração e carne fossem duas coisas distintas, pois sua carne queria aquele que ali estava. Seu coração queria correr para os braços de Argentina assim que recebeu a inesperada mensagem em seu celular. 
Era um duelo, até que sua mente resolveu participar: a mente desejava que continuasse sem preocupações, vivendo apenas de relações de curta duração e deixasse as de longa duração para quando se sentisse preparada.
Só o que lhe restou foram migalhas de suas certezas. As quais alimentavam a indecisão. Em um segundo de epifania, o coração venceu a batalha. Daquele jeito, partido, formou um mosaico em formato de perdão. Ela sabia com quem deveria estar e porquê. Argentina era seu lugar.



*Não é um teaser, é só uma ideia para romance, mas não é meu gênero preferido, não vou trabalhar com isso, só escrevi para a ideia me deixar em paz.

18 de novembro de 2014

Garantia

Pegue as malas, saia de casa, hoje não tem sonho.
Vai embora
Vá agora
Não use seu olhar tristonho.
Bem que quis
Ser feliz
Mas não deixou
As asas se abrirem para alçar voo.
Pensou demais
Fez por menos
E nós bem sabemos
Que não somos normais
Pegue suas fotos
E aqueles nossos votos
De amizade verdadeira
Amigas para a vida inteira.
Não te permiti morar comigo
Você me ofereceu ombro amigo
E de repente, não quis te afastar de mim
Te conhecendo melhor, não estou afim
De tê-la por perto
Com esse senso esperto
Vá embora, simplesmente vá
Feche a porta, sem demora
Vá embora, minha amiga, vá embora
Vá e me garanta que nunca vai voltar.

8 de novembro de 2014

Na Janela

Nem sempre se fica na janela a observar, mas ela, ali, paciente, passiva e muda, observa sem julgar ou reclamar.
Não culpe a janela pela vista, culpe a vista por não ser agradável o suficiente ao se abrir a janela.
Culpe seus olhos por terem se acostumado, e, ao mesmo tempo, por não estar satisfeito, afinal, a janela é só um elemento de sua casa, a vista é só um elemento da paisagem, seus olhos são um elemento seu, mas você é um todo e é sua obrigação fechar a janela, caminhar e procurar por paisagens melhores do que aquela vista que tanto lhe desagrada.
A culpa é sua se a vista é sempre a mesma. Principalmente se ela lhe desagrada. Saia da janela e pare de observar o tempo passar. Ainda há tempo.

29 de outubro de 2014

Sentidos.

Ninho de estresse. Descarrego dos meus cansaços sociais. Quem é você, que sem ser alguém, acaba se tornando mais importante que qualquer um?
Palavras sábias. Chegam a curar. Como não me lembrar do que devo aqui deixar?
Queria que tudo fosse tão claro como parece quando coloco aqui. Queria que tudo por aqui fosse realmente verdade. E que as pessoas se dessem o valor.
Todos podiam fazer muito mais coisas do que fazem, mas preferem não fazer, porque não querem se dar ao trabalho. O que você faz aqui com esse amontoado de palavras? Será que ler te deixa tão leve quanto escrever?
Para que tanto remorso, ódio, tristeza e ambição? Você é apenas um ser humano, dotado de sentimentos, de coração. 
Você é só mais um, e ao mesmo tempo, único. Você é um nada, mas é tudo para alguém. Alguém que você não sabe que existe. 
Você é só um espaço na internet, onde deixo todas as minhas emoções possíveis e disponíveis. Nada mais que isso.

28 de outubro de 2014

A bagunça

Dentro de mim. Refletida por todos os lugares aonde passo. A bagunça se estabelece. 
Faz parte de mim. Não devo negar. Não tem nada de errado comigo, tem? 
Queria poder consertar o passado e fazer dele meu presente. Só que fiz uma bagunça, não fiz? Maior ainda, a ponto de não conseguir arrumá-la a tempo.
Tempo também é uma bagunça. Tudo é uma bagunça. Até quem lê qualquer coisa é uma bagunça.
Devo me preocupar com a minha bagunça agora? Será que é algo estritamente individual? Acho que todos fizeram sua bagunça e a misturaram à minha.
Acho que todos trouxeram mais desordem a este lugar. Não sou a culpada de tudo. Pelo menos não na maioria das vezes. 
Desfaçam sua bagunça. E só então conseguirei desfazer a minha. Acredito que somos um depósito de lixo. Onde nada é reaproveitado. 

23 de outubro de 2014

Se não fosse a tristeza.

Disseram que é admirável a capacidade que algumas pessoas têm de sorrir, escondendo assim a tristeza. Por que esconder a tristeza?
Ela é o que dá sentido à vida. Quando você está feliz, não faz nada legal. Quantas músicas foram feitas durante momentos tristes. E quantas músicas alegres foram feitas para celebrar o fim de um momento triste. 
Sempre a tristeza ali. Estampada. Escancarada. Mais sincera do que o sorriso que esconde. Deixe a tristeza fluir. Este é o seu sentimento de hoje. Não se deixe reprimir por algo que os outros dizem. Na maioria das vezes, eles não têm razão.