Enquanto D’ ou D- ou Perdida estava no chão aguardando o rumo que sua vida tomaria a partir dali, a vida continuava. O Sol ardia, os banhistas estavam no mar e as crianças brincavam. Tudo normal. O sofrimento estava apenas dentro dela. O tempo não passava apenas para ela.
As crianças em volta continuavam rindo, correndo, cavando buracos.
D’ ou D- recordou-se dos buracos que cavava na praia. Era cada um que impressionava os turistas e os fazia olhar para ela. Notá-la. Como ninguém fez.
As estrelas-do-mar debocharam dela, pois estava imóvel, enquanto elas mesmas caminhavam entre areia e mar, sempre respirando com força e vontade e sendo levadas.
D’ ou D- abriu um sorriso por dentro da máscara de astronauta. Imperceptível por pessoas que a olhavam do ângulo de fora.
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