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17 de agosto de 2024

Final Fantasy XV: New Empire

"Você tem que no mínimo aprender a se defender", foi o que eu disse quando jogava Final Fantasy XV: New Empire. Era um jogo de guerra, em que até dava para jogar pacificamente, sem atacar os impérios, mas algum império maior sempre estaria ali para te atacar, seja para ficar com seus recursos ou para aumentar seu poder de alguma forma, participando de algum concurso.E, lógico, no início dá uma certa raiva porque tinha que reconstruir o império, recuperar os recursos, e isso levava tempo (a não ser que se tenha dinheiro e se possa comprar pacotes para agilizar o processo, ai é outra história, você sofre menos, mas se for pobre que nem eu, tem que reconstruir do zero).
Nunca pensei que algum dia na vida eu ia ficar com isso na cabeça e ia aplicar à vida pessoal, mas, enfim, o dia chegou. Coisas da vida. 
Enfim, joguem Final Fantasy XV: New Empire. É muito melhor que LOL - não percam seu tempo com LOL - porque não importa o nível que você está, quando você acha uma boa guilda, as pessoas te ajudam no que você precisar, respondem suas dúvidas civilizadamente e te ajudam a crescer no jogo.
O problema é só quando você acha uma guilda em que as pessoas levam o jogo a sério demais, e esquecem que existe uma coisa chamada "vida lá fora", a qual você costuma ter, mesmo que não queira, e não querem saber o que aconteceu com você, eles te tiram da guilda e ainda atacam. Mas, é isso, há boas guildas, só procurar que você acha.
As reclamações que tive foram sobre os gráficos, mas para bom jogador, meio gráfico basta. Nada disso tira a excelência do jogo. 



16 de agosto de 2024

Hero Wars: as batalhas dos herois

Hero Wars é um jogo de celular muito simples de jogar, só seguir as indicações, não tem nenhum segredo.




No jogo, você começa com um herói e vai desbloqueando os outros conforme aumenta o level. E cada heroi tem seus poderes. Quanto mais avançado no jogo, mais herois e mais poderes, e claro, mais coisas a fazer no game. 




Além dos herois, são abertas novas fases, novos impérios e cidadelas, com vilões e obstáculos mais fortes e uma necessidade de agir cada vez mais rápida., com uma necessidade de resposta rápida, ou os herois são eliminados pelos vilões e tem que esperar um tempo até o heroi ressuscitar.
E sempre tem um heroi que precisa ser resgatado, por exemplo, uma princesa que depois de resgatada faz parte do time de herois.



Enfim, o que tenho a dizer sobre o jogo é que é muito simples, muito fácil de jogar e bem relaxante - ou não, já que tem uma série de obstáculos cada vez mais rápidos. A pessoa ocupa tanto a cabeça com esse jogo que esquece completamente os problemas - por as pessoas digo eu, mas pode ser para qualquer pessoa também.

10 de abril de 2022

Lá vem vocês IV

Parada, ligeiramente deprimida, ligeiramente entediada. As vozes na minha cabeça dizem que esse é o momento propício para dar fim à minha existência. Elas dizem que na dimensão delas está tudo pronto e resolvido: trabalho, estudo, amizades e relacionamento amoroso. É tentador, mas estou deprimida e entediada demais para cair no conto delas.
Sinto muito, vozes, mas este não é o momento.
Adeus e obrigada por me aterrorizar e me fazer ter medo de mim mesma. Bem produtivo o que vocês têm feito por mim. 
Mas digo isso às vozes, não a minha vida.

Adeus, vozes. DEP.

7 de abril de 2022

RESENHA - Mais do que amando, uma resenha do livro Vivendo, Amando e Aprendendo do Leo Buscaglia

O livro Vivendo, Amando e Aprendendo é um livro que fala sobre a vida, conforme era o sonho do Leo Buscaglia, autor do livro, que disse que em toda a sua vida acadêmica, nunca teve uma matéria que ensinava sobre a vida, sobretudo sobre o amor. Era somente ensino de coisas externas como matemática, filosofia e passavam-se anos o ensino era sempre o mesmo, as dificuldades também. E os alunos e alunas ficavam cada vez mais doentes por não conseguir cumprir as metas de aprendizagem de sua área, mas o sistema sempre seguiu sendo o mesmo, independente de índices de suicídio entre jovens, por exemplo, ou do crescimento da taxa de depressão entre universitários e universitárias.
É um livro fácil de ler que eu, por um acaso, achei no Interlar por apenas 5 reais e que tem um valor SUPERIOR ao que eu paguei porque ele tem VALOR e não preço. Faço questão de reler e trazer mais de seu conteúdo ao longo do blog porque valeu muito a pena ter comprado esse livro.
Além dele fazer críticas veladas ao ensino nas universidades, ele ensina a apreciar a beleza da vida e da natureza. Por exemplo tem a questão da árvore, que ele disse que as crianças aprendem a desenhar a árvore como se fosse um pirulito, sendo que quando a criança tem contato com uma árvore, ela sabe que a árvore não tem aquele formato de pirulito que aprendeu na escola, e,logo, por desenhar diferente a criança é mandada para o ensino especial porque é considerada retardada por não ver da mesma forma que a professora ensinou e o erro está na forma como é ensinado na escola, aquela forma PADRONIZADA que não considera a CRIATIVIDADE de cada estudante e isso se estende até a universidade e até a pós graduação, onde a individualidade é considerada DOENÇA.
Seria lindo se essas e outras lições de Leo Buscaglia fossem aplicadas à nossa realidade, mas acredito que continuaremos "engessando" o ensino e todas as particularidades humanas por um longo período ainda. 
Eu, mesmo me esforçando para expressar minhas individualidades, ainda sigo a boiada... espero que um dia a vida seja mais Leo Buscaglia e menos Zeno.

Até o próximo post 💝

8 de junho de 2021

Cadeiras

Há cadeiras confortáveis pelo caminho. Desconfortáveis e elétricas também. Tantas cadeiras que sobra pouco espaço para andar.
Desviar delas é um processo tão lento que é mais fácil sentar nas mais confortáveis e ir andando assim, sentando de cadeira em cadeira, de preferência as mais macias.
O tempo começa a correr, de forma que sobra pouco tempo para chegar ao objetivo final. E o que estou fazendo? Sentada, experimentando cadeiras, ao invés de correr e tentar alcançar o meu objetivo.
O tempo passa mais rápido quando estou nas cadeiras mais confortáveis. E mais devagar, quando me disponho a andar o mais rápido possível entre os espaços que sobraram. Acho que é porque os pequenos espaços machucam meus joelhos e tenho de ser mais cuidadosa.
E se eu correr sob as cadeiras? Certamente cairei, porque elas não são fixas ao chão. Elas balançam e caem. Além de que na correria, vou acabar pisando nas cadeiras desconfortáveis e nas elétricas. Acho que não será uma boa experiência.

23 de outubro de 2020

Amnésia

Quase esqueci a solidão
Que há muito assola o meu coração
Mas quem é que liga?
Quando se está em meio a uma briga
Entre ódio e ilusão
Cérebro doente e coração
Em meio ao oceano profundo
Destruo aqui o meu mundo

8 de junho de 2020

E você sabe que eu já sofri demais aqui

Esse é um post de despedida da faculdade. Passei 8 anos em um lugar que desde o início todo mundo que me conhecia via que não era para mim, mas quis insistir porque achava que eu só precisava me esforçar mais.
Uma vez aprendi sobre o  PH$, uma sigla que representa uma "receita" para se encontrar sucesso profissional e pessoal também, pois os dois estão interligados. P de paixão, H de habilidade e $ de renda.
Como eu disse no post Muitas dúvidas e poucas certezas, nesse curso que eu fazia - Ciências Ambientais - eu encontrei o P do PH$, que é a paixão. Porém não encontrei nem H nem $, ou seja, não tenho habilidade e não é tão rentável assim como seria uma Medicina ou Engenharia. É um curso muito novo ainda com baixa no mercado de vagas. Então, mesmo que eu tivesse encontrado ali o meu PH$, as chances de ficar desempregada depois de finalizar a faculdade, seriam muito altas! Não desmerecendo o curso que me ensinou muitas coisas e sem o qual eu dificilmente estaria aqui neste blog hoje dizendo todas as coisas que eu acredito ter de dizer. Se me tornei escritora, tive a influência do curso, mesmo não sendo um curso sobre escrita ou se fosse "Letras". 
O meio ambiente é inspirador e há poucos profissionais atuando nessa área "porque não dá dinheiro" (até porque quem dá dinheiro é pai e mãe, o resto tem que trabalhar mesmo para ter, como disse uma moça no twitter).
Eu espero que meus colegas de curso encontrem um bom emprego que valorize suas habilidades e que seja apaixonante e que não topem com pessoas extremamente negativas que vivem de colocar as pessoas para baixo e falar mal umas das outras ao invés de conversar sobre milhares de assuntos muito mais interessantes que a vida alheia. Porque, mesmo no estágio, encontrei de tudo! Inclusive gente dizendo que ansiedade e depressão são desculpas de quem não estuda direito, se estudasse nada disso apareceria. Pois é, veja só até onde foi o fundo do fundo do poço, porque só o fundo do poço é pouco.

Não consegui terminar o curso, mas levo muitas lições de lá. Desde todas as viagens que fiz: por exemplo, se eu viajasse apenas com a família, não teria conhecido a Unicamp, aldeia indígena, quilombo, cavernas, muriquis (eu nem ia saber o que é isso, ia chamar apenas de macacos) e não teria convivido com gente diferente das que estou acostumada. Toda a carga de experiência que tive com esse curso tem um valor inestimável! Eu nem saberia a diferença de preço e valor se não tivesse passado por esse curso.
E esse blog teria morrido na praia por não ser rentável! Tudo o que faço aqui é por paixão, independente da audiência, já que não consegui aliar a renda à paixão e à habilidade. Renda é importante, pois como vi na Maratona da Autoestima, do canal Luz da Serra, onde foi dito que vivemos em um mundo capitalista onde dinheiro é importante, sem dinheiro não se faz nada. Inclusive para manter esse blog, tenho meus gastos pessoais, incluindo internet, sem a qual esse blog não existiria. Então não vou mentir: eu ainda busco renda com esse blog, mas não vou abandonar só porque não consegui fazer dinheiro com o blog. Só se eu ficar sem internet, ai eu vou ter que parar, mas acredito que darei um jeito de contornar a situação usando o computador da biblioteca, por exemplo.
Todo o tempo que eu estive na faculdade não foi em vão! Aprendi MUITO! E sou grata a tudo e a todas as pessoas que passaram pela minha vida e me ensinaram lições valiosas - especialmente as de convivência. E espero, de agora em diante, colocar em prática tudo o que aprendi, mesmo que não seja de um jeito formal, como seria se eu trabalhasse na área. 
Trarei a coluna Princesa do Mato com os temas da área ambiental, sem ser formal demais como seria em um relatório, trarei em uma linguagem menos técnica e mais acessível. Só preciso de tempo para estudar e resumir aqui tudo o que eu aprender nas leituras. Então, não garanto que sairá tão cedo...

Enfim, como todo post da coluna Idiota Melodramática, este também será finalizado com uma música, no caso Duas Lágrimas da banda Fresno, porque esse verso "E você sabe que eu já sofri demais aqui" me lembra a faculdade, quando decidi que era hora de parar. E também pelos motivos do texto "Lá vem vocês III". E é de longe a minha música favorita até o momento da escrita desse post.



27 de março de 2020

Mergulho

E então a dor venceu, mais uma vez. Não que eu não tenha lutado, apenas perdi. Sempre fiz o melhor que pude, mas o meu melhor, ainda não é o suficiente. Talvez eu seja impotente ou tenha sido apenas mais uma luta perdida.
Queria ter sido diferente, mais forte e menos reclusa, menos alheia. Mas, quanto mais tento me aproximar, pior as coisas se tornam. Como se aquele simplesmente não fosse meu lugar. Não sou quem dizia ser. Não sou quem acreditei ser. Talvez nunca tenha sido humana. Será o Oceano Profundo meu lugar?
Ouço o som das criaturas, tão distante, tão distinto, não faço ideia alguma de que tipo de criaturas são. Apenas não sei se é real ou se é sonho, talvez seja delírio da morte, talvez eu nunca tenha existido realmente. Ou, talvez seja apenas mais uma criatura solitária a fazer seu som na esperança de encontrar outra criatura como eu.
Será o Oceano Profundo apenas mais uma de minhas mais profundas reflexões?
Até que ponto sou real?
Até que ponto realmente me conheço?
E para onde irei dessa vez? Para o fundo ou acordarei?

24 de março de 2020

Muitas dúvidas e poucas certezas

Por um tempo achei que não voltaria a escrever esse tipo de post novamente, porque acreditei ter "crescido" e ser "velha demais para escrever esses textos de adolescente". Mas é porque estive perdendo meu tempo com uma amizade muito errada, então procurei me diminuir para caber no mundo dele.
É engraçado como as pessoas podem ser tão manipuladoras e a gente nem percebe e cai no joguinho delas. Talvez seja baixa autoestima, algum transtorno ou simplesmente medo de ficar só. Para quem tem medo de ficar só, qualquer companhia - mesmo as PÉSSIMAS - é uma boa companhia. Por isso tenho evitado ficar sozinha. Seja pessoalmente ou virtualmente. E escolhido minhas amizades com muito cuidado para não cair nas mãos das amizades erradas.
Não tenho como fugir de gente transtornada porque eu sou transtornada. Só tenho de fugir das pessoas que me colocam para baixo, aquelas que não estão cuidando delas mesmas. Enquanto que as certas tem lá seus problemas e transtornos, mas têm caráter! Elas não perdem tempo me deixando mal comigo mesma. Elas ocupam o tempo delas com tantas coisas que me procuram para desabafar e percebem que eu acabo complementando elas, com ideias e ideais parecidos.
Gosto dessa nova fase do blog com múltiplas facetas, mesmo essa que tinha morrido, ai voltou, depois morreu de novo e voltou de novo... AMO brincar com essas colunas e todas essas facetas da minha personalidade!
Eu tenho a paixão e a habilidade, só me falta RENDA para completar o ciclo do PH$ (P: Paixão, H: Habilidade e $: Renda). Já tentei diversas maneiras de ganhar renda com o blog, mas foram em vão. Tentei me associar à Amazon para oferecer produtos no blog, tentei divulgar mais o blog e trabalhar com o Adsense, mas nunca consegui a quantidade de visualizações necessárias. Já tentei escrever sobre assuntos que chamassem a atenção do público, falando sobre escrita e assuntos pessoais, com um caráter quase jornalístico, igual àqueles artigos de opinião. Já tentei podcast e até pensei em fazer um canal no Youtube, mas não tenho vontade de mostrar meu rosto. Minha paixão é a escrita, não a imagem. Já trabalhei com revisão de textos, tentando dar a minha opinião e ideias nas obras de escritores que buscavam o serviço, mas depois o site que eu trabalhava colocou uma regra que fez com que pessoas sem formação como eu, ficassem completamente fora de cogitação.
Então pensei em fazer Letras para ver se volto a ganhar renda nesse site, onde eu consigo tirar alguma renda, mas nada que permita com que eu viva da minha arte. Quero apenas o diploma, para ser honesta. Já vivi a experiência de faculdade presencial, para mim o que vivi está ótimo. Então pensei em fazer à distância, visando o diploma para voltar para o freela. Queria trabalhar com algo que inspirasse as pessoas a escrever e não desistir como acontece com muitos blogs.
Procurando um meio de ganhar renda, reparei que há muitos blogs MUITO BONS e ÓTIMOS que morreram na praia ou porque as pessoas acharam que cresceram ou porque ficaram sem tempo. E, para mim, embora eu esteja desempregada, tempo é relativo. Eu estudava em tempo integral e mal tinha tempo para escrever, mas sempre vinha aqui no blog e dava um jeito para não deixar as minhas ideias morrerem na praia. Ok, eu fracassei na faculdade presencial, mas não foi por falta de esforço e sim por falta de encontrar o H do PH$, sendo que eu tinha a paixão e encontrei a renda, mas faltou a habilidade. É complicado encontrar uma faculdade para fazer... pensei que fosse muito mais simples.
Então, é isso, vou simplificar e escolher a faculdade de Letras à distância. Espero que eu encontre meu PH$.

Bom, como quase todos os posts da faceta Idiota Melodramática, esse vai terminar com uma sugestão de música, no caso Sol Entre Nuvens do Capital Inicial. Eu encontrei essa música por um acaso quando relia as publicações antigas do blog e as organizava nas suas respectivas colunas. Deixei a música tocando enquanto lia e editava algumas publicações e ficou lá na reprodução automática. Quando ouvi pela primeira vez fiquei um tempão ouvindo de novo e de novo. Enfim, o blog estava uma bagunça e ainda está, mas vou organizar direitinho... JURO! Apreciem a música!





21 de março de 2020

The roof

I'm standing here in the roof
It's cold like my heart
But I can't get out
Some people out there want me to be on the floor
And I want to kill these people in my mind
But they are immortal
And I can die any time
It's unfair
But this is life

20 de março de 2020

It's not used


I'm not your friend
Get out of here, stupid
I told you: I'm not that innocent!
I have this shotgun and I want to kill someone
Especially someone like you
You will die in my mind!
My mindo will never see you again, because you will be dead for me. And I don't care if you'll be alive in real life. Live whatever you want to. I don't care.
I just care about the bullets I'll loose because of you. 

19 de março de 2020

Shotgun

My name is Iron Lady because I have a shotgun
Yeah, I'm always ready to kill everything and everyone in my mind!
Try, try, just try to make me feel mad and you, yes, you, will be dead, fella!
Listen to me!
I'm always ready to kill.
I have a shotgun and no fear to use it.

5 de março de 2020

Novidades no blog

Temos muitas novidades planejadas para este ano! Como eu já disse em posts anteriores, entraremos na Era Oceano Profundo! E teremos a volta da Idiota Melodramática (não, ela não morreu, ela está mais do que viva! Está prontíssima para essa nova fase do blog), e teremos a "Princesa do Mato", tratando de meio ambiente e seus conceitos.
Só um pouco de paciência para que eu consiga desenvolver um trabalho bem legal, que juro que valerá a pena acompanhar!
Também teremos uma melhor organização no blog, com a coluna Cemitério dos Preconceitos voltada a conhecer coisas novas e a fazer críticas mais sociais, e a coluna Diário de Bordo voltada às novidades do blog e às notícias e novidades pessoais. E a Idiota Melodramática tratará dos desabafos pessoais e das músicas que tenham a ver com minha vida pessoal e minhas opiniões. Essas eram as colunas que eu não tinha uma clareza melhor para diferenciá-las - especialmente porque cortei a coluna Idiota Melodramática do blog, sendo que tudo começou com a fusão do meu antigo blog 
(Idiota Melodramática) com o outro mais atual (antigo Necrotério das Tesouras, atual camilarodriguesescritora). E pretendo tirar a coluna "Devaneios" para criar outras colunas melhores.
A coluna "O morro dos balões vermelhos" deixou de existir porque meu livro de mesmo nome trata de uma história completamente diferente! A história presente nessa coluna terá continuação sim, só preciso de tempo para desenvolvê-la e agora que organizei as colunas do blog, terei o tempo e disposição que eu precisava.
Precisei de um tempo longe do blog para tratar da minha saúde mental, agora estou de volta a todo vapor!
E a mudança que eu sonhava (no Idiota Melodramática) veio no plural, muitas coisas mudaram e vão continuar mudando.

Enfim, um brinde às mudanças! 

11 de novembro de 2019

1 ano sem redes sociais

Em outubro fez UM ANO que fiquei sem redes sociais e não senti falta nenhuma para ser sincera. Toda vez que me mostravam algo de lá eu enxergava como algo sem importância porque fiz MUITA coisa longe delas. PESSOALMENTE.
Então eu tentei voltar, mas minha volta veio acompanhada de uma repercussão negativa, porque eu tentei escrever meus textos lá, igual faço nesse blog, mas não adianta, um público acostumado com imagens nunca será capaz de lidar com leitura, com textos extensos que mostram mais o interior do que o exterior. Não adianta eu querer que o público de Facebook, Instagram, passe a ler igual um público de um blog. Então, sim, tivemos algumas brigas virtuais, mas já aprendi a manter o conteúdo do blog no blog. E o conteúdo que eu traria às redes sociais, trarei aqui, porque aqui posso ser quem eu quiser e tenho liberdade criativa para escrever o texto que eu bem entender, porque esse público que gosta de ficar brigando por qualquer coisa NUNCA vem ao blog ler as coisas que eu escrevo. É um público restrito às redes sociais e às FOFOCAS de lá, bem como às imagens e apenas imagens, nunca a textos.
Acho que era isso que eu tinha para escrever aqui sobre essa MUDANÇA na minha vida desse 1 ANO SEM REDES SOCIAIS. Não foi um TEXTÃO como das outras vezes, mas consegui expressar tudo o que se passou. Espero continuar CRESCENDO e AMADURECENDO as minhas ideias aqui. Em breve trarei mais novidades, entre elas as fotos que eu postaria no Facebook e no Instagram, mas não posso postar porque daria briga.

9 de novembro de 2019

A falta de comunicação em uma era de desenvolvimento das formas de comunicação

Me envolvi em diversas polêmicas quando decidi falar sobre o tema "suicídio" principalmente após um surto psicótico onde escrevi que já pensei em suicídio o que deu uma tremenda polêmica, porque as pessoas não leram exatamente o que eu disse. Quando voltei à consciência li as coisas que eu escrevi e vi que falei que já PENSEI em suicídio, mas NÃO cheguei a tentar. Apenas PENSEI. E o final das publicações eram uma mensagem de SUPERAÇÃO. Embora eu tenha PENSADO, NÃO cheguei a TENTAR porque descobri na escrita uma forma de combater esse tipo de pensamento, que muitos psicólogos chamam de PENSAMENTO INTRUSIVO.
O que mais me deixa chocada com isso é que as pessoas leem apenas metade ou uma pequena parte da mensagem e tiram as próprias conclusões ao invés de ler até o final. E isso que vivemos na era da comunicação, onde se lê bastante (ou onde se deveria ler bastante devido à facilidade na obtenção de informações), imagina se vivêssemos lá nos primórdios da comunicação onde só teriam acesso às informações as pessoas que as compravam e tinham dinheiro pra isso, enquanto as outras, sem dinheiro para comprar informações só podiam ler as manchetes.
Hoje "ler as manchetes" se tornou opcional porque a obtenção dessas informações são fáceis, não tem porque não ler direito as coisas.
E, como escritora, sei que fico à mercê da interpretação das pessoas e o quanto elas entendem tudo errado, da forma como bem entendem (ou como bem não entendem porque não leram direito). Espero que as coisas um dia mudem e que as pessoas parem de ter preguiça de ler as coisas até o fim na mesma proporção com que saem falando o que não sabem das outras pessoas.
FINITO.

7 de agosto de 2019

10 meses sem redes sociais e nova era

Embora, no post anterior, eu tenha dito que encerraria a minha carreira como escritora, decidi voltar porque é algo intrínseco e é meio impossível abandonar algo que faz parte da minha essência. Nem tudo nessa vida gira ao redor de dinheiro, por mais que a gente viva em um mundo capitalista. Algumas coisas não têm preço, têm valor e escrita é uma delas.
Finalizamos a Era Sideral, uma era de reflexão, e iniciamos a Era Oceano Profundo, uma era um tanto mística em comparação à anterior e com um final surpreendente e avassalador.
A cor dessa nova era é o azul oceano e espero que quem acompanha esse blog, vista a sua roupa de mergulho e embarque nessa nova era!

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7 de maio de 2019

Ah, sim, o 7º mês...

Após meses sem redes sociais, aprendi a lição mais importante de todas:

A importância de respeitar os limites e saber quando parar
Sempre fui a favor de superar limites e vi que muitas vezes são apenas crenças limitantes e nem são tão reais assim. Porém chega um momento em que não dá para simplesmente ignorar a existência de limites, seja de outras pessoas ou meus. São limites que dizem respeito a uma melhor saúde mental. Por isso, é importante saber quando parar!
É preciso ter um olhar crítico sobre si mesmo e perceber quando simplesmente não dá para prosseguir.
Eu sempre gostei de escrever, mas vi que a minha escrita tem me prendido ao passado e me machucado de forma tão profunda que passei a associá-la com automutilação. O que as pessoas faziam com uma lâmina em seus corpos, eu fazia com palavras em minha mente e no meu coração.
Após 10 anos de escrita, um livro e um conto publicados, uma apresentação em congresso literário, quase uma madrugada inteira de escrita, e após diversas brigas relacionadas a escrita, decidi que é esse o momento de parar. 
Não quero mais essa sensação de que fiquei parada no tempo e não fiz nada de interessante na vida. Quero uma vida melhor, mais plena e feliz. Uma vida que me permita uma estabilidade psicológica, emocional. E não uma autodepreciação e a criação de expectativas irreais. Quero uma vida red pills, sem blue pills. Quero uma vida. Coisa que até hoje desconheço o seu sentido e significado.
Espero que as coisas melhorem e que as mudanças ocorram naturalmente, sem que eu precise forçá-las ou antecipá-las. Quero que coisas legais aconteçam à minha vida.
A escrita negativa atrai negatividade e há coisas que não quero que se repitam em minha vida. Quero restabelecer a autoconfiança e abandonar o que faz mal.
Digo adeus à escrita.
Sim, acabou.

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27 de abril de 2019

6 meses sem redes sociais: rumo a 1 ano!

Mais um mês sem redes sociais e mais uma série de mudanças bastante notáveis, já que costumavam tomar grande parte do meu tempo e energia e me deixavam mentalmente doente, sem que eu percebesse e, pior, me deixava levar porque "todo mundo usa" e esse é justamente o problema: não é porque "todo mundo usa" que é bom.
Então, essas foram as mudanças do mês seis:

1. Carga menor de preocupação
Com as redes sociais, além de preocupação com a imagem e com o que os outros pensam, percebi que eu me preocupava demais com pessoas e situações fora do meu alcance e deixava o que estava mais próximo de lado. Tinha muitos amigos virtuais que eu nunca vi pessoalmente e mais pessoas que conheci pessoalmente, mas pouco nos víamos, mantínhamos contato mais virtual do que real, mas a preocupação com essas pessoas era real e suas decisões e postagens afetavam a minha vida pessoalmente. Um exemplo foi que um amigo virtual tirou a própria vida e me senti culpada, porque ele não morava tão longe de mim, poderíamos nos encontrar e conversar pessoalmente, mas eu sempre preferia o contato virtual, provalmente devido às inseguranças e ao medo de encontrar alguém "da internet" pessoalmente, poderia ser perigoso.
Sem as redes sociais, a minha preocupação maior sou eu mesma e a minha família pois são as pessoas mais próximas e com as quais realmente devo me preocupar - especialmente eu mesma.
Sem amigos virtuais, sem preocupação com qualquer coisa que saibam de mim. E, sem ver todas as postagens de pessoas conhecidas, menor preocupação com a vida delas e com a minha vontade de me aproximar, que era o que me deixava doente.

2. Passei a viver PESSOALMENTE
Com as redes sociais, eu pouco falava com as pessoas pessoalmente, meu contato para tudo era restrito à elas, afinal, sempre tem aquela procrastinação, se posso deixar para depois, por que fazer agora? Pois é, com isso, além de não falar pessoalmente com as pessoas que estavam do meu lado, ainda ficava choramingando nas redes sociais que era uma "estranha", "invisível" e "fracassada" que ninguém teria interesse nem em conversar. A verdade é que essas características todas nunca corresponderam à realidade e nada mais são do que um dos venenos das redes sociais.
E, sim, há pessoas para conversar pessoalmente, eu só não conseguia enxergar porque estava ocupada com algum assunto do momento ou estava envenenada com a opinião de um amigo virtual sobre a minha aparência, personalidade, etc e esquecia que eu podia mudar a minha vida e não ser como ele.
Minhas habilidade sociais mudaram bastante e não tenho vontade alguma de voltar àquele muro das lamentações que eram as redes sociais, que de sociais não têm nada.

3. Melhor desempenho acadêmico
Sem as redes sociais notei que tenho bastante tempo para estudar e me dedicar às atividades da faculdade, além de outras atividades que considero prazerosas. Percebi que antigamente, como estava presa à leitura e escrita, que são habilidades desenvolvidas nas redes sociais, acreditava que matérias exatas jamais entrariam na minha cabeça e que era necessário ter um dom para aprendê-las. Tudo balela. É necessário DEDICAR-SE à essas matérias, o tempo necessário para aprendê-las. E dedicação exige esforço, não precisa nascer com dom algum. Ninguém nasce aprendendo, se desenvolve as habilidades de acordo com os gostos pessoais e objetivos de vida.

4. Melhor seleção de quem me relaciono
Antigamente, como era legal ter muitos amigos nas redes sociais, eu aceitava qualquer pessoa na minha vida. Agora, tenho selecionado melhor, porque não adianta nada ter várias pessoas mandando várias coisas na minha linha do tempo, sendo que quando cometo um erro, essas pessoas somem, como se elas fossem perfeitas e eu fosse a única a errar. Então, passei a selecionar aquelas pessoas que sabem das coisas erradas que fiz e que continuam ao meu lado, dando alguns puxões de orelha, claro, mas JAMAIS me abandonam, porque elas sabem que são humanas e também erram ou tiveram erros muito parecidos no passado. Qualidade é melhor que quantidade. É melhor uma amizade que demonstre essa amizade no privado, pessoalmente ou de qualquer outra forma, do que uma amizade que apenas publica as coisas, me marca, mas quando mais preciso de alguém, essa pessoa some.

5. Maior qualidade no que assisto
Como sei que posso aproveitar melhor meu tempo com leitura, séries, filmes ou até estudando alguma matéria obrigatoriamente ou porque gosto do assunto, além de investir no meu próprio desenvolvimento pessoal, passei a abandonar aquele conteúdo que não me acrescenta nada e passei a procurar um conteúdo que me ajude na faculdade ou na vida. Não aquele entretenimento burro.

6. Menor carga dramática
Como agora tenho tempo para investir no meu desenvolvimento pessoal, a minha carga dramática deixou de ser tão alta, como se a vida fosse dura comigo e eu sempre fosse uma coitadinha, uma vítima. Faltava investir em mim e criar um tempo para fazer as coisas que preciso e as que gosto.

7. Maior investimento em desenvolvimento pessoal
Como me sobrou mais tempo e não tenho como ficar me comparando às pessoas, passei a investir em mim, a me avaliar e pensar nas coisas que eu gostaria de mudar em mim. Então tive tempo inclusive de pensar no que eu gosto das minhas versões anteriores, quais as melhores atitudes que tive e trazer isso para o meu momento presente, além de pensar nas falhas e procurar melhorá-las.

8. Parei de querer me aparecer
Decidi escrever para mim mesma, sem pressa, sem prazo e sem ficar pensando na audiência, em quem vai ler ou se vai chamar a atenção de alguma empresa, algum contratante que possa se interessar pelo meu conteúdo, meu material. Acho que a escrita não é um produto, que deve ser vendido. Eu acho que tem que vir do coração e que tem que ser gratuita, doada, ou seja, sem esperar nada em troca.
Antes eu esperava reconhecimento, dinheiro e até conquistar alguém com o que escrevia. E percebi que como fazia mais para outras pessoas do que para mim, além de me sentir vazia e caminhar para uma depressão, me sentia ansiosa porque queria que lessem e me elogiassem ou se identificassem comigo, parece que a escrita havia perdido o sentido para mim.
Para recuperar esse sentido, essa essência, decidi simplesmente deixar o blog privado para me reconectar comigo mesma e parar de querer chamar a atenção ou de atingir alguém com as palavras. Quero lembrar a mim mesma que não escrevo para os outros e sim para encontrar uma cura para mim e me permitir limpar  a minha mente de todos os estímulos que recebo.

9. Meu desejo de ser encontrada diminuiu
Eu tenho feito coisas para sumir da vista das pessoas, especialmente aquelas cujo lugar é no meu passado distante - tão distante que elas são apenas um conjunto de memórias de pessoas com as quais tive bons momentos, mas elas deixaram de se encaixar na minha vida em algum momento e não cabem mais no meu momento presente e no meu futuro.
É como se eu tivesse me fechado mais e não quisesse que o passado me encontrasse para trazer à tona todas as coisas ruins que fiz para escancará-las, esfregar na minha cara e fazer com que elas definam quem eu sou agora. Foi a estratégia que encontrei para seguir em frente e não ser mais quem eu costumava ser. Coisa que não vai acontecer se eu permitir que as pessoas erradas me encontrem.


Enfim, essas foram as mudanças do mês, que foi um mês um pouco mais reflexivo para mim, porque não sai escrevendo tudo que vinha à minha mente, respeitei vários limites e percebi que não tenho gostado muito da pessoa que eu tenho me tornado e que preciso de um break para pensar em tudo o que não gosto em mim e buscar uma mudança.

Até o próximo post!

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30 de março de 2019

Fim de uma era: Adeus, Necrotério das Tesouras!

O nome "Necrotério das Tesouras" foi o nome que surgiu quando, em uma aula do curso técnico, tive a ideia de criar um blog de histórias de terror, baseadas nas histórias de Supernatural. A minha ideia inicial era criar um site com informações de Supernatural, mas uma pessoa sugeriu que eu criasse as minhas próprias histórias e foi ali que tudo começou.
Com a minha falta de tempo e auto estima para publicar as minhas próprias histórias, acabei por usar o blog para treinar para a redação do vestibular e acabei pegando gosto pela escrita, especialmente para criticar as pessoas que me criticavam.
Com o tempo e com as emoções falando mais alto que a minha preocupação com o que os outros pensam ou deixam de pensar, transformei o blog em uma espécie de diário pessoal, depois em um ringue virtual onde eu lutava contra as emoções negativas e, por último, virou um depósito de qualquer coisa que eu tenha vontade de escrever, além de transformá-lo em diversas eras, de acordo com o que me inspirasse.
Pois, bem, após o livro "Necrotério das Tesouras" e tudo o que aconteceu depois de sua publicação, eu expandi o blog e passei a trazer diversos assuntos, entre eles a questão da saúde mental, importantíssima no nosso contexto.
Sendo assim, o nome "Necrotério das Tesouras" perdeu completamente o sentido, pois o blog não é apenas um blog com histórias de terror, tornou-se um blog muito mais amplo com conteúdo diverso que despertou em mim aquela veia de escritora de escrever sobre qualquer assunto que me interessa e parar de me restringir a um único tema.
Decidi fazer isso porque há muitos lugares que contratam pessoas com boa escrita para divulgar suas páginas ou escrever em um blog da empresa, e acredito que eu possa usar esse blog para chamar a atenção dessas empresas e, quem sabe, conseguir um job, né? Infelizmente, ainda penso em dinheiro porque ainda é necessário para tudo nessa vida, e quanto mais eu tiver, mais conteúdo poderei trazer.
Por isso, decidi adotar a alcunha de "camilarodriguesescritora", pois foi-se a época que eu me apegava a apenas um tema e um gênero de escrita. É um momento de brincar com todos os gêneros e escrever de tudo!
Além de parar de espantar as pessoas, pois muitas acham o antigo nome assombroso e nem acessam por medo do que vão encontrar.
Enfim, essa é só uma etapa das mudanças que estão por vir. Em breve teremos mais uma era no blog, a era Oceano Profundo. Aguardem!

OPINIÃO - 5 meses sem redes sociais: mais algumas mudanças e algum amadurecimento

Um dos passos que tenho seguido para lidar com várias questões internas é o de me afastar completamente das redes sociais e de seu excesso de conteúdo desnecessário sobre as pessoas que a gente acaba mantendo nas redes por educação, já que se tornou uma obrigação social e é moldada uma regra de que é falta de educação não ter todas as pessoas conhecidas possíveis em seu perfil. Pois bem, eu tomei a liberdade de não ter perfil algum e me ver livre dessa obrigação social, que, quando você para de acessar, percebe que não é tão necessária quanto as pessoas mais viciadas acreditam.
Ao fazer uma viagem no tempo em meus posts anteriores sobre esse assunto, percebi que muita coisa mudou em apenas um mês em relação ao último post.


1. Preocupação com conteúdo, não com frequência de postagem
Quando eu vivia em redes sociais, ficava muito preocupada em postar todos os dias, não sei qual a necessidade, mas aparentemente eu queria provar que era uma pessoa cheia de conteúdo. Como se eu quisesse realmente provar algo para as pessoas que eu tinha no meu perfil, ao invés de apenas viver a minha vida e deixar essas questões para o segundo plano.
Sem nenhuma dessas redes, eu tenho procurado conteúdo para não repetir o que já postei por aqui, e para sair do ciclo de falar sempre os mesmos assuntos com as pessoas. Um deles é justamente sobre as redes sociais e o quanto elas não são importantes. Tenho falado muito disso e achei que seria interessante pesquisar mais, "trocar o disco" e parar de falar sempre sobre o quanto sou contra essa obrigação social.
Com isso, tenho lido sobre vários assuntos, inclusive os que antigamente não me interessavam pois não estavam dentro das minhas experiências de vida e do que eu precisava saber, seja para a escola, faculdade ou com algum fim profissional ou financeiro.
Tenho lido tanta coisa e escrito tanta coisa, que meus rascunhos do blog estão bem guardados, esperando eu decidir quando vou publicar e qual está melhor escrito e com um conteúdo mais elaborado. Geralmente escolho aquele que acredito que esteja "pronto", mas se tratando de blog e de pensar no que vou publicar, nenhum deles está realmente "pronto", sempre sinto que falta alguma coisa e acabo pesquisando mais coisas para encontrar o que falta até que finalmente surge a ideia complementar. 
Então aprendi que ao invés de me preocupar com a frequência, é melhor dar um tempo para amadurecer as ideias e os ideais, antes de publicar.
Uma coisa que eu sempre vou ser contra é a ideia de que para ter anunciantes, é necessário ter uma frequência - geralmente diária - de postagens. Não dá para trazer um conteúdo novo, interessante e bem elaborado em um dia. A gente fica preso nas próprias ideias e acaba trazendo um conteúdo mal elaborado e pouco satisfatório, especialmente para quem publica, não só para quem acompanha. Então prefiro não ter anunciante nenhum e ficar meses sem postar, até encontrar algo legal para postar, do que ter milhares, postar todo dia e sentir falta de aprimorar o que trago para o blog.

2. Preocupação em fazer o que gosto, não em agradar alguém ou atingir expectativas
Nas redes sociais, a gente sempre algum ou alguns "alvos", pessoas que a gente queria de certa forma atingir, seja positivamente ou negativamente, para que as pessoas cheguem até nós. Mesmo que não se tenha pessoas definidas em mente, sempre há aquela necessidade de encontrar alguém por lá, independente do interesse na pessoa, seja pessoal, profissional ou financeiro.
Sem elas, eu tenho procurado ME agradar e ser o mais feliz possível dentro da realidade que tenho construído para mim. As pessoas que se interessam no que eu faço, são atraídas espontaneamente, sem que eu precise implorar para que elas tenham interesse em mim, como fazia nas redes sociais.
Aprendi com alguns vídeos que na carência, no desespero, não se atrai ninguém, muito pelo contrário, se cria gatilhos de repulsão, que fazem com que as pessoas se afastem mais ainda. Enquanto que uma pessoa que se constrói e investe em si mesma, atrai naturalmente as pessoas, além de ter uma qualidade de vida melhor, pois quem é feliz consigo mesmo, encontrou a verdadeira felicidade, que é a de celebrar a existência, enxergar o lado positivo e ter gratidão pela vida.
Além disso, tenho quebrado certas expectativas sobre quem devo ser ou como devo agir de acordo com a minha idade e com o que espero da "vida adulta" ou do que vi em outras pessoas. Afinal, essas expectativas nunca serão atingidas e é só uma forma de tortura psicológica, que nunca levará a lugar algum, só a sentimentos ruins e suas consequências.
Tenho me preocupado muito mais com o que penso e não com o que as pessoas vão pensar. Tive uma conversa pessoalmente com alguém - o que foi muito importante para mim nesse momento - em que dissemos que muitas vezes nos preocupamos com: o que pensamos, o que os outros pensam e no que pensamos que os outros vão pensar. E, na maioria das vezes, isso nos deixa doentes.

3. Gosto musical melhor
Eu costumava selecionar as músicas pelo que as pessoas diziam ser melhor e pelo que a mídia divulgava sobre "pessoas inteligentes" e o tipo de música que essas pessoas costumam ouvir. Claramente, eu era infeliz, porque não escolhia as músicas pelo meu gosto pessoal, escolhia pelo que os outros diziam ser melhor e esquecia de ME ouvir e escolher o que era melhor para mim.
Agora, "alienada" delas, ouço de tudo um pouco, inclusive as "músicas de pessoas pouco inteligentes", e coloco na minha playlist - carinhosamente chamada de Happy Moments - aquelas músicas que me fazem bem. Seja porque são nostálgicas ou porque me provocam emoções boas o suficiente para esquecer os problemas e valorizar o caminho até aqui, bem como as coisas e pessoas que tenho, não as que pretendo ter ou as que se foram.

4. Aceitei a chegada da idade como uma benção, não como um problema
Apareceram alguns cabelinhos brancos quando prendi o cabelo e fiz uma espécie de topete baixo, deixando bem evidentes. Não entrei em desespero, apenas comprei uma tinta e fui pintá-los, sem pensar muito nisso.
A chegada da idade, nos últimos meses, não tem sido um problema, pois sei que com a idade vem o amadurecimento e a energia diminui. A diminuição da energia não é um problema, pois quando se é jovem demais, se tem mais energia e, com isso, mais estresse por coisas pequenas e desnecessárias. Com a idade, como a energia vai diminuindo, essas preocupações diminuem, porque você passa a pensar no que vale a pena o gasto de energia e o que simplesmente não vale.
Por isso, tenho abraçado a chegada da idade e espero que nos próximos meses e anos, eu cresça nesse ritmo que cresci nos últimos 5 meses: sem pressa e com a minha própria fluidez e ritmo.
Quando usava as redes, entrava em desespero quando passava mais um ano e parecia que a minha vida não tinha mudado nada com o passar do tempo. Passava dez anos e os dramas pareciam os mesmos. Mas não é que não tenha mudado, era eu que não consegui enxergar as mudanças, porque estava ocupada tentando alcançar expectativas para a minha faixa etária, que como eu disse, nunca serão alcançadas, só servem para tortura psicológica.

5. Passei a tomar mais cuidado com o que falo e com o que publico
Antigamente, eu falava qualquer coisa para simplesmente falar com alguém, e publicava qualquer coisa que eu via pela frente. Agora tenho pensado melhor nas coisas que pretendo falar, com quem devo falar e se o que publico vai causar algum impacto negativo seja em mim mesma, quando eu voltar ao texto e ler, seja em qualquer outra pessoa que tenha acesso a esses textos.
Não tenho conseguido me comunicar sem pensar várias vezes sobre o que e como vou falar. E tenho procurado não mandar indiretas, nem em publicar coisas negativas. Procuro publicar apenas o que me faz bem e driblar as emoções negativas, ao invés de alimentá-las e deixá-las "sugar" as emoções boas e tomarem conta de minha vida, como se só elas fossem importantes e como se eu não tivesse feito nada de bom até agora, o que eu tenho aprendido que não é verdade.

6. Desenvolvimento de outras habilidades
Com as redes sociais, há habilidades que são desenvolvidas: leitura, interpretação de textos e imagens, escrita, comunicação, expressão de emoções e, as minhas preferidas, o sarcasmo e a ironia. Não são de todo ruim, afinal, não deixam de ser habilidades - inclusive cobradas em concurso.
MAS
Sem elas, passei a lembrar de várias coisas que fiz na infância e na adolescência e das quais tenho sentido falta e passei a desenvolver as que estavam ao meu alcance. Uma delas, a programação em JAVA, que eu gostava de fazer quando era adolescente e que me fazia passar muita raiva, mas agora sem perder tempo com redes sociais, percebi que nem é tão difícil assim, só requer prestar atenção e ter muita paciência - virtudes que não se tem quando se passa muito tempo nas redes sociais. Virtudes ou habilidades, acredito que atenção e paciência também sejam habilidades necessárias para muitas coisas na vida, inclusive para lidar com as pessoas. 
Nem todas as habilidades precisam ser reconhecidas como legais por outras pessoas, algumas são apenas habilidades sociais como uma que tento desenvolver que, um psicólogo que também é youtuber, Alexander Voger, chama carinhosamente de "ciência da sedução e de melhores relacionamentos", ênfase em melhores relacionamentos. O trabalho dele é tão bem feito e tão completo que ele fez uma série de lives em que ele coloca seus seguidores a trabalharem em suas fraquezas e qualidades para chegar ao amor próprio, que é o primeiro passo para quem deseja ter qualquer tipo de relacionamento com qualquer pessoa, e é o mais importante porque é o que vai atrair relacionamentos saudáveis, começando com o relacionamento interno e individual. São habilidades sem valor profissional - diferente de uma programação, por exemplo - mas que uma vez desenvolvidas, tornam todos os âmbitos da vida melhores, afinal, dependemos da qualidade das relações para ter uma vida melhor - principalmente a relação interna!
E outras habilidades que pretendo desenvolver são as habilidades musicais, mas essas eu deixo para outro post.

7. Melhora no humor
Como disse no post OPINIÃO - Dois meses sem redes sociais: o que mudou na minha vida?, esse período sem redes sociais tem feito diferença na minha saúde mental, ao ponto de fazer meus sintomas de depressão desaparecerem e ansiedade não me incomodar mais. Acredito que seja porque, sem aquele excesso de informações, meu humor melhorou e nem sempre estou estressada com alguma coisa que li por lá, seja porque acreditei ser indireta para mim ou alguma notícia chocante e desnecessária - a maioria das notícias veiculadas por lá são falsas.
E, junto à melhora no humor, vem a melhora na autoestima, pois não tenho me comparado às outras pessoas da forma como fazia quando acessava diariamente essas redes.

8. Sem remorso, mágoa ou rancor
Embora eu tenha dito no post OPINIÃO - Dois meses sem redes sociais: o que mudou na minha vida? que existe o problema de eu ficar presa na minha cabeça, algumas vezes remoendo coisas do passado, porém, em um prazo maior, percebi que tenho perdoado as pessoas e me perdoado pelas coisas ruins e não tenho guardado remorso, mágoa ou rancor. Quando eu bloqueava alguém nas redes sociais, para que a pessoa simplesmente deixasse de existir e eu não a visse mais, parecia que esses sentimentos eram reforçados e eu não conseguia simplesmente esquecer. Agora é mais fácil esquecer e perdoar, porque simplesmente não tenho como ver essas pessoas se eu simplesmente não quiser, e não tenho "amigos em comum" que mostrem qualquer imagem dessas pessoas, nem me façam lembrar que elas existem. Apenas tenho um contato mais superficial em que conversamos apenas sobre assuntos que nos fazem bem e nos interessam de verdade, sem falar sobre pessoas que não tem importância alguma na minha vida.

9. Fortalecimento do filtro interno
Quando acessava as redes sociais, sempre que alguém me "cutucava" na vida real, seja fazendo bullying ou querendo me provocar com alguma coisa que eu fiz no passado, seja distante ou não tão distante assim, eu corria encher as redes sociais de indiretas e posts agressivos, que na realidade faziam mal apenas a mim mesma, não a essas pessoas.
Sem essa forma de atingir essas pessoas - até um certo ponto maldosas - aprendi a me acalmar, ignorar qualquer comentário que me atinja profundamente e filtrar o que vai ficar na minha mente e o que vai pro "lixo". Aprendi até a escrever o que disseram em um papel, rasgar e fingir que nunca aconteceu. Ou imaginar que sonhei com isso e que não aconteceu nada ou que foi impressão minha.
E se nada disso funcionar, simplesmente coloco um fone de ouvido e vou ouvir as músicas que me fazem bem, ao invés de dar ouvidos a quem quer o meu mal.
Além disso, como sei que preocupações adoecem, aprendi a selecionar com o que devo me preocupar e o que simplesmente não vale a pena. Havia muitas preocupações pequenas dentro de mim e nenhuma delas me levaria a lugar algum.

10. Fortalecimento do meu mundo interior
As redes sociais reforçam o sentimento de impotência e também de prepotência, fazendo o mesmo que a propaganda: fazer as pessoas se sentirem mal consigo mesmas para que elas consumam produtos, que segundo a propaganda, as farão atingir aqueles padrões de beleza, saúde e comportamento. Claramente há um exagero nesses padrões, para que as empresas possam lucrar com a insegurança alheia, pois quanto mais gente insegura, mais consumidores em busca da "felicidade enlatada" que esses produtos prometem.
Sem elas, meu mundo interior ficou mais fortalecido, ou seja, passei a enxergar qualidades em mim que não via quando usava essas redes, pois estava preocupada em atingir padrões inalcançáveis, ao invés de olhar para mim e enxergar que não tem nada de errado comigo. E, na verdade, só fui enxergar isso, depois de ler notícias e ver vídeos sobre vítimas de incêndio, por exemplo, que tiveram seu corpo deformado e realmente necessitam de cirurgia plástica para ter a vida o mais normal possível diante do que aconteceu com elas, e uma tentativa de restabelecer sua autoestima. Passei a ser grata por ter um rosto e um corpo perfeitos, não cheguei a ter esse tipo de problema.
E, depois de ler o livro Como eu era antes de você, da Jojo Moyes, passei a enxergar também que sou uma pessoa inteira com uma vida pela frente e que devo aproveitar cada minuto, pois nunca sei o que pode me acontecer e mudar completamente tudo, a ponto de dar motivos ainda mais graves para o desenvolvimento de uma depressão, como aconteceu com Will Traynor.

11. Uma vida sem exposição e julgamento
Após ler o post 10 motivos que comprovam que a vida sem as redes sociais seria melhor do site Oba Oba, parei para pensar em algo que me aconteceu ano passado e percebi que, sim, é uma boa ideia viver uma vida sem exposição e julgamento. Eu vivenciei uma situação em que fiz algo errado e as pessoas olhavam meus perfis para reforçar seus argumentos e até saber quem eu era para manter distância ou para falar certas coisas quando eu passava. Pessoas que esquecem de ver o outro lado e querem cobrar "empatia".
Eu me preocupava bem mais com isso quando tinha redes sociais, tanto que deletei os perfis temporariamente até que a situação esfriasse, para que essas pessoas tirassem a minha imagem da cabeça e esquecessem que eu existo. Funcionou, porque elas não tinham motivos novos para falar de mim, elas ficaram presas ao que aconteceu e a última coisa que postei e pararam de falar de mim como se elas nunca tivessem cometido erros na vida e fossem perfeitas, sem perceber que o que elas falavam de mim já era um erro e dizia muito do caráter delas.
E, no final, eu sei que enquanto eu existir, cometerei erros e serei julgada, a minha saúde dependerá da preocupação e da atenção que eu der a essas pessoas, mas faz MUITA diferença simplesmente sumir e manter uma vida reservada, restrita apenas a quem pergunta e demonstra interesse por mim.
Com o tempo e amadurecimento das ideias, aprendi que a exposição "ao ridículo" só é catastrofizada, ou seja, só ganha um senso grande de importância das outras pessoas, na primeira vez que acontece - especialmente quando a pessoa é reservada. A partir da segunda vez, já não é mais novidade, então o senso de importância das pessoas é menor. Logo, não há porque temer a exposição. Muito pelo contrário: há que se lembrar que quando deixa de ser novidade, deixa de ser um fator de autossabotagem. Além disso, a chance de alguém me chantagear com isso é menor, porque dessa vez eu não me importo em ser exposta, se a pessoa falar "vou expor", eu respondo "exponha, inclusive se precisar de mais material, só falar, tenho materiais ótimos aqui". Diferente de quando eu ficava horas nas redes sociais, preocupada com a imagem que ia passar para as outras pessoas e que em uma situação dessas diria algo como: "por favor, não me exponha, é horrível, não quero passar por isso de novo". Parei de empoderar gente manipuladora e abusiva que usaria isso contra mim e passei a ser uma pessoa mais calma, tranquila que não cede tão facilmente à chantagem alheia. Que chantageiem, que exponham, que façam o que quiser, não faz diferença alguma na minha vida.

12. O tamanho das postagens
Eu sempre me preocupava com o tamanho de cada postagem, porque poderia entediar as pessoas - afinal, preciso me adequar a um tempo em que as pessoas não leem tanto e não tem tempo de ler. Agora, eu sou fiel ao que quero expressar, independente do tamanho do texto, o importante é o conteúdo, afinal, nada pior do que fazer um texto resumido demais e sentir que falta algo.

13. Recaídas
Havia uma página no Facebook que eu costumava acessar regularmente e, no final desses 5 ótimos meses, tive uma recaída e voltei a acessá-la, mesmo que agora ela me faça muito mal. Na verdade, sempre me fez muito mal e só mostrou o desvalor de seguir o que as outras pessoas dizem ser "legal", porque o que é uma fonte de entretenimento para muita gente, para mim foi uma fonte de dor de cabeça e até de danos psicológicos, mas, por algum motivo acabei voltando. Então, quando voltei ao trabalho que venho desenvolvendo nos últimos meses - quase um ano - lembrei-me de que recaídas são parte importante do processo. É como cair da bicicleta após anos de prática: é normal, acontece, é natural, afinal, como uma amiga disse: "somos humanos e estamos sujeitos a falhas". Então, resolvi documentar aqui essa falha, afinal, por mais que eu tente, não dá para ser perfeita.
O lado bom desse trabalho é que não vejo a página como algo bom e necessário, afinal, tenho muitos outros meios de conseguir informações e de conhecer pessoas legais, além de encontrar algum apoio emocional quando as coisas apertam. E qualquer meio é melhor que aquela página. Eu não via isso antes porque estava cega pelo vício.
Consegui rebater o sentimento de fracasso causado pela recaída trabalhando o meu emocional, através de aprendizado com o youtuber Alexander Voger e com trabalho da psicóloga nas sessões de psicoterapia - e veja porque é importante ter acompanhamento psicológico. Ao invés de mentalizar: "Preciso parar de acessar essa página", passei a mentalizar "Eu confio em mim mesma e sei que sou capaz de abandonar hábitos autodestrutivos, entre eles essa página. Se fui capaz de abandonar todas as redes sociais, sou capaz de não acessá-la mais, pois tenho força de vontade e não sou mais aquela pessoa fraca regida pelas emoções. Sou agora regida pela razão". E assim aprendi que quando mentalizo "Preciso parar de..." eu foco na pendência e nos meus defeitos, reforçando minhas inseguranças. Em contrapartida, quando digo que confio em mim mesma, reforço o sentimento de confiança, quando digo que "sei que" reforço que sei quem eu sou, e quando digo "sou capaz" reforço o sentimento de capacidade de vencer os hábitos que desejo eliminar da minha vida. Eu assumo a responsabilidade pelos meus atos e passo a acreditar em mim, na minha capacidade, no meu esforço. Ao dizer "Se fui capaz de" paro de remoer o passado e lembro das vezes em que fui mais forte que o vício e que as emoções e que meu passado não é só o conjunto de minhas fraquezas, mas de minhas forças também. Com "sou capaz de não fazer mais isso" projeto o sucesso do passado no futuro e lembro que o passado é passível de ser repetido, que algo que deu certo no passado pode funcionar no futuro e no presente também. Depois há "tenho força de vontade", lembrando que da mesma forma que lidei com isso anteriormente, mesmo diante de recaídas e de vontade de voltar aos hábitos tóxicos, com minha força interior, com a vontade de mudar, fui capaz de mudar realmente e de ter orgulho dos resultados alcançados. "Não sou mais aquela pessoa", ou seja, não coloquei a mudança para o plano futuro, a mudança já aconteceu e já faz parte do meu presente.
"Sou agora regida pela razão", ou seja, não são as minhas emoções que me dominam, sou eu que as domino, sou eu dona de mim mesma e já estou em um trabalho interno de mudança, de forma racional e o menos destrutiva possível, já que não dá para ser perfeita.
Enfim, resumindo, ao invés de me criticar, passei a exercitar as qualidades e a confiança em mim e no trabalho que tenho feito junto a profissionais da saúde mental, família e amizades.

14. Mais atenção
Sem as redes sociais, que são um meio de procrastinação, a minha atenção está mais focada no que interessa - no meu caso as aulas da faculdade - e nem tanto no feed de notícias que sempre exibia uma miríade de informações inúteis, afinal, a não ser que a pessoa tenha falado comigo diretamente e precisado de alguém em quem confiar e com quem desabafar, há coisas que eu realmente não preciso saber, só preciso de informações que me acrescentem algo. Só preciso das informações que a faculdade fornece e das que eu procuro ou eventualmente encontro espontaneamente, sejam elas profissionais ou pessoais. Não me interessa saber quem casou, quem namora, quem teve filho, quem separou. A não ser que haja uma conexão real e verdadeira com essa pessoa, a ponto de ela poder contar comigo quando precisar e vice versa.
Além desse tipo de atenção, também estou mais atenta às pessoas e aos eventos a minha volta. Eu passava muito tempo ansiosa pelas novidades das redes sociais, à espera de que alguém me contatasse. Agora tenho estado mais presente para o momento e para as pessoas próximas de mim. Tenho percebido que, ao final, não é que eu seja tímida ou instrospectiva, apenas não dava valor às pessoas mais próximas pois estava preocupada demais com as pessoas que não estavam presentes no momento e sonhava, fantasiava com pessoas que não queriam fazer parte da minha vida.

15. Enriquecimento do vocabulário
Ao ter mais tempo para ler mais e me dedicar também ao desenvolvimento pessoal, meu vocabulário foi enriquecido, pois com as redes sociais, eu acabava por repetir o vocabulário mais utilizado pelas pessoas nesses meios, especialmente os memes. Não que usar gírias contemporâneas seja errado, mas como "trabalho" com escrita, é muito bom contemplar o meu progresso na escrita e na melhor expressão dos meus pensamentos e sentimentos.

16. Ainda sobre empoderar e senso de importância
Como orientada por psicóloga anterior, em uma roda de conversa presencial, nas redes sociais as pessoas tendem a intensificar suas emoções e transformar acontecimentos pequenos em algo grande, como se fosse o fim do mundo, uma catástrofe, evento conhecido como catastrofismo. Eu tinha conversado isso com uma pessoa que conheci: havíamos nos desentendido via redes sociais, porém quando nos vimos pessoalmente, ambos sobreviveram e passam bem, sem uma discussão calorosa como aconteceu no ambiente virtual. Inclusive, pegamos as conversas do histórico e falamos: nossa, quem lesse isso pensaria que um ia matar o outro quando se visse pessoalmente. 
Se as emoções na vida pessoal tivessem a intensidade que têm na vida virtual, muitas pessoas estariam doentes e até mortas.
A "voz" utilizada na escrita e no áudio das redes sociais, é diferente da voz utilizada na vida real, ou seja, nas redes sociais tendemos a ser mais agressivos e a pensar menos no que vamos falar. É tudo rápido, instantâneo e doa a quem doer. Até que a gente se acalma e se arrepende do que disse e esse arrependimento corroi quando se fica horas nessas redes sociais pensando em como a conversa poderia ter sido mais eficaz, tanto para que a pessoa "perdesse" na guerra de egos e se pudesse "lacrar", ou seja, fazer um espetáculo em que se ganhasse a discussão com classe, ao invés de ter uma conversa de igual para igual sem brigar e sem querer vencer a discussão, mas apenas tirar um peso da consciência e reconhecer os próprios erros, sem com isso se condenar e achar que deve pagar por isso ou que outra pessoa deva ser julgada, apontada para sempre por ter errado.

17. Não preciso explicar porque postei ou deixei de postar algo
Nas redes sociais eu era cobrada para postar algo ou deletar, porque alguém achava ofensivo. E eu me preocupava muito com isso. Agora se alguém falar isso sobre as coisas que publico, simplesmente falo: não gostou, não leia, eu não preciso da sua atenção, eu gosto do que publico e é isso que importa.

18. Passei a reconhecer meus defeitos e minhas falhas
Antigamente eu apontava as falhas nas outras pessoas e projetava o que pensava de mim mesma nelas, culpando-as pelas coisas que deram errado na minha vida. Julgava-as como tóxicas, abusivas, e esquecia que todo conflito tem dois lados e nenhum deles tem razão plena, afinal, se há um conflito egos foram confrontados, pessoas se machucaram e, por ter se deixado levar por uma emoção desnecessária e momentânea, as duas pessoas estão erradas. Isso pode ser resolvido com uma conversa em que as duas pessoas enxerguem que têm falhas e defeitos, e que, portanto as duas erraram, não há melhor nem pior. As duas são humanas e passíveis de errar e ser injustas com  as pessoas.
Com essa atitude - que muita gente considera extrema - me tornei uma pessoa consciente, admito que não sou perfeita e que da mesma forma que muitas pessoas foram tóxicas na minha vida, eu também fui tóxica na vida dessas pessoas. Tive uma conversa com alguém em que concordamos que tínhamos uma amizade tóxica em que ambos eram tóxicos um para o outro e que estávamos nos metendo demais na vida um do outro, a ponto de paralizar-nos e reconhecemos a necessidade de uma distância permanente para que nossas vidas progridam e possamos esquecer o que aconteceu. Reconhecemos nossas falhas e nos afastamos ao invés de nos prender ao que aconteceu e como poderíamos mudar. Algumas vezes amadurecer implica reconhecer as próprias falhas, deixar pessoas para trás e buscar mudança interior, não mudança em um relacionamento que já não funciona e que foi completamente destruído pela guerra de egos que resultou em dois egos feridos.




Enfim, acredito que tenham sido esses os ponto-chaves desse quinto mês sem redes sociais, e espero trazer ainda mais conteúdo a respeito do assunto, além de amadurecer ainda mais e perceber que há uma vida lá fora, muito mais grandiosa do que algumas palavras em uma tela brilhante e sem vida própria.


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