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30 de novembro de 2005

Tentativa de suicídio, Minha mãe, Bebida, Lapso de Memória, Mendigo e Loucura

Nada mais faz sentido. Ontem, tentei tirar a minha vida. Amarrei o cinto da minha mãe no pescoço e ia pendurar no parapeito. Se eu não morresse enforcada, cairia facilmente.
Para meu azar, minha mãe chegou bem na hora, tirou o cinto do meu pescoço, antes que eu chegasse até o parapeito. Ela me abraçou e chorou muito. Desisti dessa ideia. Por ela.
Deixei de postar, porque queria entender o que acontecia comigo. Não lembro de ter usado nenhum narcótico durante esse tempo. Só bebi quando estava com o mendigo que eu ainda acredito ser meu pai.
Acho que o blog me ajuda a descobrir mais do que ficar pensando sozinha, não é mesmo? Tudo bem que ninguém lê ou responde isso, mas eu posso reler o que escrevi e me lembrar do que aconteceu até agora. Faz um tempo que tenho lapsos de memória. Por isso escrevo no diário e no blog.
Estou enlouquecendo. Cada vez mais.

Bom, até mais.
Juanna

27 de novembro de 2005

Festa, Karol, Mary, Música da Mary e Pesadelo

Acordei com o som de uma música eletrônica. Havia dormido no chão de uma festa. Muita gente também estava no chão. Inclusive Karol. Não aquela amiga da minha mãe, mas a Karol que eu tinha acreditado conhecer um dia. A que me ensinava japonês.
Tentei acordá-la. Ela roncava muito. E parecia não se incomodar com as sacudidelas que lhe dei. Será que Mary também estava por aqui?
Comecei a andar pelo salão. As luzes coloridas ainda ligadas, o som bem alto. Pessoas dançando e rindo. Ainda era noite.
Minha cabeça doía. Acho que bebi um bocado. Nem lembro dessa festa. Tentei forçar a memória para lembrar como vim parar aqui, mas foi em vão.
Mary subiu ao palco. "Quero dedicar esta canção ao amor da minha vida. O nome dela é "Luís"". É, parecia que as coisas haviam voltado ao normal. Mary nunca me disse que cantava. Muito bem por sinal. Um dia posto essa música aqui, preciso pegar a letra com ela.
Assim que ela desceu do palco, corri a seu encontro. "Oi, Mary". Ela pareceu não me ver. Insisti. Falei mais alto. Gritei. Pulei. E então, tentei tocá-la, para que me percebesse. Minha mão atravessou o corpo dela.
Comecei a gritar na esperança de que alguém me visse. Agiam normalmente. Então, não estou no meu estado normal. Acho que é um sonho. Um pesadelo, aliás. Por isso nada faz sentido. Por isso as coisas mudam muito rápido.
Tentei acordar, mas aparentemente tudo era real. O que está acontecendo comigo?

26 de novembro de 2005

Aula de piano, Namorado e Gata

Andei por boa parte da cidade, procurando Mary. De tal forma que deitei no banco de uma praça e adormeci.
Quando acordei, era de manhã. Corri para a minha casa. Perdi a aula. Perguntei a minha mãe se ela tinha visto a Mary, e ela disse que a viu à noite, na minha janela e que depois disso, ela voltou de manhã e dormiu na minha cama.
Corri para o meu quarto. Havia um gato de pelagem cinza, dormindo e ronronando sob minha cama. Havia uma coleira amarela em seu pescoço, onde estava escrito: "Mary". Espera, Mary não era uma pessoa?
Eu sempre achei que fosse minha melhor amiga. Minha vida por algum motivo não está fazendo sentido ultimamente. Se Mary era uma gata, Luís era o quê?
"Luís passou aqui, para vocês irem à escola juntos, mas você não estava. Achei que você tinha dormido na casa dele".
"Luís? É, o Luís". Como assim, dormido na casa dele? Isso não poderia estar mais confuso.
"Ué, seu namorado. Normal que durma na casa dele. Às vezes, porque sempre eu não permito, ouviu?"
"Meu namorado. É, Luís. Meu namorado, claro". Continua não fazendo sentido. 
"Você tá estranha hoje. O que fez?"
"Encontrei meu pai. Ele é morador de rua".
"Seu pai ligou da Nova Zelândia. Ele continua lá. Olha, é natural que sinta saudades e que o veja em vários lugares por ai, mas ele escolheu viver lá".
"Mãe, é sério, era ele. Posso te levar até ele, se quiser".
"Um mendigo? Me poupe, Juanna. Olha, você fez muita bagunça no seu quarto com essa brincadeira toda. Aproveita que matou aula e arruma. Daqui a pouco vem a Karol aqui. O que ela vai pensar?"
Pelo menos Karol era real. Espero que seja, pelo menos. Havia cachaça espalhada pelo meu quarto. Alguns gazes, velas e a touca que o mendigo usava. Cheirava a cebola pobre. Coloquei tudo no lixo. Tinha um papel escrito: "19". O que era 19? Guardei no bolso. Talvez tivesse alguma ligação com a Mary. Eu sinto que existe uma Mary, a minha melhor amiga, e que essa história dela ser uma gata é fruto da minha imaginação. Assim como o fato do Luís ser meu namorado.
Mais tarde, Karol chegou. Era amiga da minha mãe. Tinha uns 30 anos e traços orientais. Minha mãe deu uma quantia em dinheiro a ela, para pagar minhas aulas de piano. Piano? Não era japonês? 
Esperei mais um tempo, acreditando que a "verdadeira" Karol apareceria. Pelo jeito aquela era a verdadeira. 
Espero que tudo faça sentido algum dia.
Até mais,
Juanna.

25 de novembro de 2005

Cadê o sentido?, Mary sumiu, Meu pai não é meu pai

Luís ligou aqui em casa. Queria saber onde a Mary estava. Fiquei preocupada também. A minha primeira reação ao desligar o telefone, foi procurar o paradeiro anterior, aquele onde meu pai estava. Se é que ele realmente existe.
Não encontrei nenhuma construção em ruínas. Onde estaria Mary? E por que desapareceu assim tão de repente?
A casa dela estava vazia. Havia um homem anunciando a venda da casa. Mary não me falou que se mudaria. Estranho.
O homem se aproximou de mim. "Filha!", me abraçou. Era aquele mendigo estranho e canibal, ou melhor, era meu pai. "Sabia que voltaria". Me encarou com um olhar carinhoso. "Você quer um pouco de cachaça?"
Mais uma vez, aceitei beber com ele e ficamos rindo. Até que mencionei a construção em ruínas. Ele falou que não havia nenhuma e que, na verdade, estava na praça, pedindo informações a um casal que passava por lá e que eu o havia reconhecido como meu pai, mas não certeza se o era.
"Espera. Então, você não é o meu pai?"
"Decide, menina. Uma hora você diz que sou, outra hora não".
"E a foto?"
"Que foto? Você pegou um pedaço de papel no seu bolso e me mostrou. Não tinha nada".
O que eu tomei que me fez ter todas essas alucinações? Perguntei a ele se havia visto a moça daquela noite. Ele disse que ela tinha brigado com o namorado e que a viu sentada em uma praça, chorando. Ofereceu cachaça a ela, mas ela não aceitou. Depois, ela foi embora correndo e chorando. E que algumas quadras dali, dois meninos tentaram assaltá-la, mas ela reagiu com um golpe de alguma luta marcial. Fora isso, ele não a viu mais.
Perguntei aonde ele a viu. Ele disse que não se lembrava mais, só que ficava perto de um supermercado, o que não ajudou muito.
Onde Mary está?

Bom, até mais,
Juanna.

24 de novembro de 2005

Brigas e Noite Anterior

Luís e Mary brigaram, então, ela lembrou que eu existia e veio falar comigo, na maior naturalidade. Usei o meu tom irônico. Ela não gostou nada disso.
Karol veio falar comigo. "Desculpa por ontem, não sabia o que fazer". Pensei: "E me abandonar é uma ótima opção", mas respondi: "De boas". E então, ela começou a falar sem parar. Ignorei a existência da Mary ali ao meu lado.
Assim que Karol foi ao banheiro, Mary começou a questionar porque eu a estava ignorando. Quando respondi, ela disse que eu era muito ciumenta e veio me abraçar. Acabamos brigando. Mary foi falar com a Débora, uma pessoa que eu não gostava. Tudo para provocar.
Karol voltou e ficou falando, mas nem prestei atenção. Estava preocupada com o futuro da minha amizade com a Mary.
Eu não tinha ciumes do Luís. Quer dizer, até tinha, porque eu sempre gostei dele, mas ela não precisava ignorar minha existência e deixar de falar comigo, como se nunca tivesse me conhecido, só porque está namorando. Era só marcarmos alguma coisa, como nos velhos tempos, eu e ela. Tudo bem se o Luís vier junto. Nada contra.
Karol percebeu que eu estava pensando em outra coisa, e começou a me dar conselhos sobre briga de amigas. Nem dei atenção.
No final da aula, ela foi em casa, conversou com a minha mãe e acabou ajudando a fazer o almoço. Eu fui direto pro chuveiro, onde tomei banho de roupa mesmo. Fiquei ali, pensando em tudo o que me ocorreu. Então, lembrei do meu pai, naquela construção abandonada, comendo carne humana.
Será que aquilo foi real? Sai do banho, me vesti rapidamente e sai de fininho, para encontrá-lo.
A construção não existia. Provavelmente, ele também não. Se a construção não existia, por que Karol saiu correndo?
Voltei correndo para a casa. Ninguém percebeu que eu sai. Ótimo. Assim que Karol parou de falar com a minha mãe, perguntei sobre a noite anterior. Ela disse que dormimos lendo mangás e que não fomos a lugar algum. Então perguntei porque ela pediu desculpas. E ela disse que acordou, saiu de fininho e foi embora, pois não estava se sentindo confortável.Principalmente porque, como dormimos de repente, ela acabou dormindo em cima de mim.
Acho que estou enlouquecendo.
Até mais.
Juanna.

23 de novembro de 2005

Karolina em casa, Mary e Luís sumiram, meu pai apareceu

Convidei a Karol pra dormir aqui em casa. E liguei para a Mary, convidá-la também. Mary não atendeu o celular. Karol e eu fomos à casa dela. Ela não estava.
Fomos à casa do Luís. Também não estava lá. Nem o Luís. Devem ter ido se exibir por ai. Odeio esses casais chatos que gostam de se exibir.
Voltamos à minha casa, onde Karol começou a ler mangás em japonês junto comigo, e me explicar como o idioma funciona. Ela é divertida. Gostei do jeito dela. 
Apesar do dia ter sido divertido, não me contentei com o fato da Mary não atender minhas ligações. Onde ela estava? No período da tarde, acreditei que estivesse passeando, mas à noite é estranho ela ter sumido, ainda mais que tinha aula amanhã.
Perguntei se Karol queria dar um rolê comigo, para ver se encontrávamos Mary. Ela topou, na maior alegria possível. Ela não parava de falar, achei que fosse tímida. É legal quando as pessoas surpreendem.
Reconheci as mochilas de Mary e Luís perto de uma construção em ruínas. Eles entraram ali mesmo? Abri as mochilas para me certificar. Havia os documentos deles lá. E os objetos da escola.
Karol começou a fazer piadinhas sobre isso. Fiquei com receio de entrar, ver que não era nada demais e os dois estarem ali em um momento íntimo.
Minha consciência dizia que havia algo errado e que eu deveria entrar lá. Segui meus instintos. No maior cagaço, claro. Karol insistiu para que eu não entrasse, afinal, eles namoravam, pode ser que eram esse tipo de casal. Entrei sozinha, ela não quis entrar.
Havia vários cômodos em ruínas. Velas gastas para todos os lados e preservativos usados. Nojo. Tinha marca de fogueira em um cômodo no meio. A construção tinha cheiro de carne queimada.
Até que ouvi vozes. Alguém gritava "Socorro". Mary. Corri em direção ao cômodo mais a frente, de onde a voz pareceu sair. Havia uma senhora empalada, rodando em uma espécie de churrasqueira, daquelas que se faz porco no rollet. Parte da senhora já havia sido devorada.
Mary estava amarrada em cima da churrasqueira. Seria a próxima. Luís estava inconsciente e amarrado em uma espécie de poste.
Corri para fora, para pedir ajuda à Karol. Ela tinha ido embora. A viatura da polícia estava rondando ali. Tentei chamá-los para a construção, mas como me viram sair de lá, nem ligaram, acharam que eu era uma drogada qualquer.
Voltei para a construção. O cabelo de Mary estava começando a queimar. Luís acordou, mas estava tonto. Havia um senhor me encarando, enquanto comia um pedaço daquela senhora. Seu aspecto sujo me lembrava alguém.
Ele se aproximou. Achei que fosse me amarrar e fazer o mesmo que fez com Mary e Luís. "Filha!". "Pai?" Espera. Meu pai? Um mendigo canibal? Ele me abraçou. Claro que fedia. 
"Que saudades de você, querida!"
"Pai. Solta a Mary e o Luís, por favor".
"Eles fazem mal a você".
"São meus amigos".
"Eu sei que você ama esse moleque. E que sua melhor amiga está namorando ele de propósito. Você não precisa da amizade falsa deles. O mundo não precisa deles", ele escarrou e depois pigarreou.
"Preciso sim. Mary nunca me abandonaria. Ao contrário de alguns". Ele entendeu a indireta.
"Sua mãe é uma doente! Entendeu? Doente! Se você realmente a conhecesse, faria igual ao seu irmão. Sumiria no mundo e não deixaria pistas".
"Pai. Apenas solte Mary e Luís, e então poderemos conversar, sim?"
"Mary me lembra minha ex namorada. Parecia tão boazinha. Sabe o que ela fez? Me traiu com um cara qualquer da balada, disse que eu era muito certinho e que não queria me dar o fora, porque se desse, eu choraria como um bebê. Meses depois, ela ficou grávida e veio me procurar. Achando que eu ainda a amava. Cuspi na cara dela. E sabe o que fiz depois? Os matei e comi a carne deles com muito gosto".
"Pai, por favor, pare. Podemos ir para a casa e esquecer tudo isso, okay?"
"Não quero que você sinta o que eu senti. Não quero vê-la sendo traída por seus supostos amigos. Você não merece isso".
"Tá, pai, solta eles, por favor".
Ele sorriu para mim, como se fosse uma situação normal. Então, soltou Mary e Luís, os quais saíram correndo de mãos dadas.
"Viu? São traidores. Não merecem sua amizade. Tanto que saíram correndo. Nem conversaram com você".
"Você é um mendigo, canibal, nojento que os prendeu aqui, enquanto comia na frente deles a carne de uma senhora. Eu correria, se tivesse a chance. E outra: você não é meu pai. Não sei quem você é".
" Como não sou? Lembra dessa foto?", retirou do bolso do terno rasgado, uma foto corroída pelo tempo. Na foto, eu com 5 anos abraçada ao meu pai, o qual usava um terno cinza, sem gravata. Barba por fazer. Parecia um galã de novela. Lembro até hoje daquele dia. Tinha uma sorveteria que vendia sorvete de pitanga. Ele comprou para comemorar o novo emprego que conseguira. Raphael, meu irmão mais velho, ainda morava com a gente naquela época. Minha mãe não era tão amarga como é hoje. Parei por uns segundos, sem pensar em nada.
Comecei a chorar e o abracei com força, ignorando o fedor e o fato dele ser um canibal nojento. Ele dava tapinhas carinhosos em minhas costas.
Fiquei ali, conversando com ele e bebendo. Rimos muito. Até que ele dormiu. Sai dali, fazendo o mínimo de barulho possível. Cheguei em casa e corri postar no blog, mas fiquei com receio, então deixei salvo nos rascunhos.
Acabei publicando, como vocês podem ver.
Bom, até mais.
Juanna.


22 de novembro de 2005

Nova amiga, Otome ou Otaka?

No fundo da sala, havia um pessoal rodeando a menina que acabara de se mudar para cá. O nome dela era Karoline, com K. Nunca vi. Estranho. Quem sou eu para julgar um nome estranho né?
Ela tinha um modo diferente de se vestir e andava para todos os lados com um mangá. O pessoal começou a conversar com ela.
Fui jogar um papel no lixo, e passei por lá. Ouvi ela falando que era "Otaka". Rapidamente, falei: "Otome". E dei uma tossida de leve, porque ela pareceu perceber e não gostar nada disso.
"Hey. Você também é?", ela disse, na maior simpatia.
"O quê? Não, só acho legal mesmo", ela pareceu desapontada com a minha expressão nada simpática.
No final da aula, ela resolveu vir junto comigo. Ficamos conversado sobre mangás. O que ela levou hoje era o "07-Ghost". Ela tinha alguns parentes no Japão que compravam para ela. E entendia japonês.
Combinamos de ela ir a minha casa algum dia, me ensinar japonês para que eu pudesse ler os mangás que ela me emprestaria. Eu só tinha alguns do Inu-Yasha e Shaman king, em português mesmo.
Não vi a Mary hoje. Nem o Luís. Acho que nem vieram para a aula.
Bom, até mais
Juanna

21 de novembro de 2005

Banho demorado, tristeza e raiva

Assim que cheguei em casa, corri tomar banho e não tirei  a camisa do Luis. Ficou no meu corpo enquanto a água caia sobre mim.
Chorei. Tentei fazer o mínimo barulho possível, mas precisava extravasar. Senti ódio da Mary. Só dela, porque ele nem sabia nada.
Tirei a camisa dele e lavei na mão mesmo. Coloquei de molho e depois coloquei no varal.
No dia seguinte, peguei a camisa e passei. Tentei cheirar para tentar encontrar vestígios do perfume dele, mas nem tinha. Minha mãe chegou bem na hora. Achou que eu tinha ficado doida.
Depois, tentou querer ser minha amiguinha, contando a época do colégio, quando gostava dos meninos. Até parece que vou falar sobre minha vida pessoal com ela. Capaz de divulgar isso para o mundo.
Na escola, Luís e Mary estavam andando de mãos dadas o tempo todo, como se tivessem nascido grudados. Mary sussurrava coisas no ouvido dele. Acabou que não quis falar com ela pelo resto do dia. E ela nem me procurou.
Será que perdi a minha melhor amiga?
Bom, até mais
Juanna.

20 de novembro de 2005

Café em mim, Luís e Mary

Mary me chamou para tomar um café. Fomos lá, Luís tava esperando ela. Conversa vai, conversa vem, eles me falam que estão namorando. "MAS O QUÊ?", pensei comigo, mas tentei soar o mais natural possível. Derrubei o café na minha roupa.
Luis tirou a camisa xadrez que estava usando e me deu para vesti-la, assim que tirasse a roupa que estava molhada de café. Como não se apaixonar por uma pessoa assim? Apesar de que acho que ele faria por qualquer pessoa.
Mary sabe porque agi assim.
Até mais, galere

18 de novembro de 2005

Mary no chão e banda dos meninos

A Mary me chamou hoje para dar um rolê por aqui. Parecia um dia bem tedioso, mas no fim, até que foi legal. Ela tropeçou nos próprios pés e caiu de cara na guia da calçada.
Coitada. O bom é que ela só arranhou um pouco o rosto, nada demais. Emprestei minha camisa xadrez para ela estancar o sangue.
Ela teve o cuidado de usar a ponta do punho da camisa para isso. Só cortar de forma estratégica e ninguém saberá desse pequeno acidente.
Passamos numa sorveteria. Luís estava lá com o Gabriel, Breno e Gustavo. Mary conversou com eles. Acho que começaram uma banda. Luís na guitarra, Gabriel no vocal, Breno no contrabaixo e Gustavo na bateria. Acho que vai ser legal.
Pelo que falaram para a Mary, até dá vontade de aprender a tocar alguma coisa ou a cantar, para um dia poder montar uma banda. Quem sabe consigo.
Bom, é isso, galera.
Até mais.

17 de novembro de 2005

Primeiro Post (Juanna Morgan)

Oi. Meu nome é Juanna Morgan. Juanna é feminino de "Juan" ou "Ruan". Geralmente leem errado mesmo, acham que é uma derivação de "Joana", mas tudo bem.
Não sei porque minha mãe me deu esse nome. Acho que ela decidiu que queria ter uma filha que sofreria bullying. Se era essa a intenção, com certeza, ela conseguiu.
Ironicamente, minha melhor amiga se chama Mary. Esse nome não é derivação de Mariana ou Mariane. Ela apenas se chama Mary. Também não é muito comum. Acho que é por isso que nos damos tão bem.
Não sei exatamente o que vou postar aqui, então, pensei em fazer um diário. Na verdade, tenho vários diários, escritos à mão, mas acho que um blog também é legal. Talvez eu encontre pessoas com nomes tão estranhos quanto o meu por ai.
Bom, é isso. Até o próximo post.